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12/09/2008 - 11h03

Governo boliviano oferece diálogo com oposição após conflitos

Carlos Alberto Quiroga
Em La Paz (Bolívia)

Bolivianos fecham a fronteira com o Mato Grosso do Sul

Manifestantes do Comitê Cívico de Arroyo Concepción, na Bolívia, fecharam hoje a fronteira com Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Ele fizeram morros de terra ao longo da Ponte da Amizade, que liga as duas cidades, impedindo a passagem de carros. Apenas os alunos bolivianos que estudam nas escolas de Corumbá estão autorizados a passar.

O governo boliviano ofereceu na sexta-feira abrir um diálogo sem impor condições com o prefeito de oposição do principal distrito de gás do país, um dos líderes de uma violenta onda de protestos regionais contra as reformas socialistas que o presidente Evo Morales pretende adotar.

Os protestos já duram mais de duas semanas e provocaram oito mortes, além de afetar as exportações vitais de gás natural para o Brasil e Argentina, reduzindo também a receita da Bolívia, um dos mais altos índices de pobreza da América Latina.

Um convite formal ao prefeito de Tarija, Mario Cossío, para conversar sobre uma reforma constitucional, autonomias e redistribuição de um imposto petrolífero foi anunciado pelo ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, em resposta a uma exigência de diálogo feita pelo líder regional.

"Essa oportunidade valiosa para dialogar exige que não exista nenhum condicionamento prévio", disse Quintana em uma carta a Cossío, lida pelo próprio, marcando um encontro para as 19h (horário de Brasília) em La Paz.

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