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COMUNICAR ERRORIO (Reuters) - A polícia do Rio de Janeiro vai investigar a morte de uma mulher de 24 anos que foi atingida por um disparo nas costas quando caminhava com a filha de 11 meses no colo nas proximidades de uma favela na zona norte da cidade.
Familiares da dona-de-casa afirmaram que o tiro que acertou a mulher e o bebê perto da favela de Kelsons, na Penha, na noite de domingo, partiu de policiais que dispararam em direção à comunidade.
A Polícia Militar, no entanto, alega que policiais que faziam uma ronda no local foram alvo de disparos de supostos traficantes, que teriam acertado mãe e filha na rua.
De acordo com a PM, os policiais militares não revidaram os disparos porque havia muitos pedestres na rua.
A menina de 11 meses, atingida no braço pelo tiro, foi submetida a uma cirurgia no hospital Getúlio Vargas.
"Meliantes efetuaram disparos contra policiais militares em patrulha quando essa senhora e a criança foram atingidas e levadas para o hospital Getúlio Vargas", disse um policial da assessoria da PM.
A Polícia Civil informou, nesta segunda-feira, que o caso será investigado na Delegacia da Penha, mas não tinha mais informações até o momento. A PM lamentou a morte e afirmou que vai colaborar com a apuração dos fatos, entregando as armas dos policiais para a perícia.
A morte acontece após uma onda de violência que deixou ao menos 41 mortos na cidade na última semana.
Os confrontos entre policiais e facções criminosas rivais tiveram início no dia 17, quando suspeitos traficantes abateram a tiros um helicóptero da Polícia Militar que dava apoio para uma operação no Morro dos Macacos, também na zona norte, matando três policiais que estavam na aeronave.
Desde então, a Polícia Militar do Rio de Janeiro contabiliza 35 vítimas fatais em confronto ou corpos encontrados, além de 3 policiais mortos e 4 vítimas inocentes.
(Por Pedro Fonseca)

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