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27/10/2009 - 16h15

Bombas matam 8 soldados norte-americanos no Afeganistão

Por Sayed Salahuddin

CABUL (Reuters) - Oito soldados norte-americanos morreram em ataques a bomba no sul do Afeganistão nesta terça-feira, informou a Otan, no mês mais violento para as tropas dos Estados Unidos no país asiático desde o início da guerra, há oito anos.

A violência crescente ocorre no momento em que o presidente dos EUA, Barack Obama, avalia as opções de enviar mais soldados ao Afeganistão para combater a insurgência do Taliban.

A aliança militar ocidental também disse que diversos soldados ficaram feridos em ataques a bomba no sul do país, um dia depois de 11 soldados norte-americanos morrerem em quedas de helicópteros no Afeganistão.

Segundo o Pentágono, outubro foi o mês mais violento para as tropas norte-americanas no Afeganistão desde o início da guerra em 2001. Foram 53 mortes contra 51 em agosto.

Os esforços dos EUA para estabilizar o país ficaram mais complicados pela tensão política relacionada à eleição presidencial. As acusações de fraude em favor do presidente Hamid Karzai forçaram a realização de um segundo turno, marcado para 7 de novembro.

Na terça-feira, partidários de Karzai afirmaram que o segundo turno da eleição presidencial deve ocorrer mesmo se o oponente dele, Abdullah Abdullah, abandonar a disputa.

Karzai concordou com um segundo turno mediante forte pressão internacional, depois que uma investigação liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU) anulou parcela de seus votos na eleição de 20 de agosto.

Alimentando os rumores de que poderia abandonar a disputa, Abdullah estabeleceu uma série de condições esta semana, que foram imediatamente rejeitadas pela equipe de Karzai.

Waheed Omar, principal porta-voz da campanha de Karzai, disse à Reuters que a eleição precisa ocorrer mesmo se Abdullah desistir.

"Não devemos privar a população do direito de votar e do direito à cidadania", afirmou ele. "Este é um processo legal e deve avançar".

As preocupações com questões de segurança e com uma repetição das fraudes que marcaram o primeiro turno lançam uma sombra sobre o processo e fizeram alguns diplomatas sugerirem que uma coalizão de governo entre os dois concorrentes era mais viável.

Karzai e Abdullah negam as sugestões de que estão negociando um acordo e afirmaram que o segundo turno é essencial para o fortalecimento da democracia.

Abdullah deu a Karzai o prazo até sábado para demitir a principal autoridade eleitoral do país e cumprir uma série de outras exigências, mas não disse o que faria se as exigências não fossem cumpridas. Ele não estava disponível para comentários na terça-feira.

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