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COMUNICAR ERROPor Javier López de Lérida e Gustavo Palencia
TEGUCIGALPA (Reuters) - Os negociadores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e do governo de facto, liderado por Roberto Micheletti, retomaram nesta quinta-feira as conversas em busca de uma saída para a crise política do país, no que seria a última tentativa de se chegar a um acordo antes das eleições de novembro.
Pressionados por uma delegação dos Estados Unidos, principal parceiro comercial de Honduras, as duas partes rivais se sentaram novamente à mesa de diálogo em um hotel de Tegucigalpa depois do fracasso nas rodadas anteriores.
Honduras está mergulhada em uma crise política desde que os militares retiraram Zelaya do governo no fim de junho, expulsando-o do país sob acusação de que ele teria violado a Constituição. Desde então, Zelaya tenta voltar à Presidência com o apoio da comunidade internacional.
Mas o governo de facto se nega a restitui-lo. O impasse naufragou as tentativas anteriores de negociação.
O secretário-adjunto para assuntos do Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, que lidera a delegação norte-americana, participou das conversas, que podem ser a última oportunidade de um acordo antes das eleições presidenciais de 29 de novembro.
Shannon afirmou, após se reunir por uma hora com negociadores, que a delegação prolongará sua permanência no país até sexta-feira a pedido de ambas as partes.
"Obviamente, temos muita esperança, mas há muito a ser feito. Sem dúvida o tema é difícil", disse o funcionário em declarações em espanhol durante coletiva de imprensa na embaixada dos Estados Unidos.
Shannon e seu grupo se reuniram com os negociadores de ambas as partes, com candidatos à Presidência, com Micheletti e com Zelaya, que está abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa desde que retornou ilegalmente ao país há mais de um mês.
O diplomata norte-americano retornou ao meio dia ao hotel sede das negociações, onde estavam presentes dezenas de partidários de Zelaya, que foram dispersados com bombas de gás lacrimogênio em meio a um forte esquema de segurança.
A imprensa local informou que outras manifestações ocorreram em vários locais da capital.
A Cruz Vermelha disse ter atendido cinco manifestantes feridos por golpes de cacetetes, mas nenhum com gravidade.
(Reportagem adicional de Sean Mattson)

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