Atualizada às 9h39A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, elogiou o acordo fechado entre as partes adversárias em Honduras para encerrar a crise iniciada após a deposição do presidente Manuel Zelaya por um golpe militar há quatro meses.
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O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, cumprimenta o subsecretário de Estado americano para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, logo após a assinatura do acordo que pode permitir sua restituição ao poder, com o aval do Congresso
"Nós estávamos claramente do lado da restauração da ordem constitucional, e isso inclui eleições", disse Hillary a repórteres durante visita ao Paquistão.
O governo de facto de Honduras aceitou na noite de quinta-feira (madrugada de sexta-feira em Brasília) um acordo que abre as portas para o retorno ao poder de Zelaya, pondo fim a uma crise que representa uma dor de cabeça para a política externa do presidente Barack Obama.
Saiba maisO presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, deve voltar ao poder depois que o governo de facto do país cedeu à pressão dos Estados Unidos e concordou em se comprometer com o fim da longa crise desencadeada em junho.
A resolução veio depois que representantes dos Estados Unidos que foram a Honduras voltaram a pressionar num último esforço para dar fim à crise que criou uma dor de cabeça à política externa de Washington.
Veja alguns fatos sobre o presidente deposto:
* Um improvável herói da classe operária, José Manual Zelaya Rosales nasceu em 10 de setembro de 1952, em uma rica família de fazendeiros na região de Olancho. Ele fez fortuna com gado e extração de madeira antes de ser eleito para o Congresso em 1985.
* Apelidado de Mel e conhecido por seu bigode e chapéu banco de caubói, Zelaya cresceu na hierarquia do Partido Liberal e foi eleito presidente de Honduras em 2005, como moderado. Ele se voltou para a esquerda assim que assumiu, elevando o salário mínimo, investimentos sociais e criando poderosos inimigos depois que se aliou ao presidente venezuelano Hugo Chávez.
* Em 1975 houve um massacre de 14 ativistas no rancho de Zelaya. O pai de Zelaya ficou 5 anos preso e depois foi perdoado. Alguns simpatizantes da família de Zelaya culpam os militares pelo massacre.
* O exército de Honduras forçou Zelaya a sair do país de pijamas em 28 de junho depois de disputa com os líderes empresariais do país, Suprema Corte, Congresso e militares sobre os planos da realização de um plebiscito para garantir apoio público à ampliação do mandato presidencial. Seus críticos afirmam que ele tentava se manter no poder, mas ele nega que teve essa intenção.
(Por Andrew Quinn, Sean Mattson e Frank Jack Daniel)