Após encontro com familiares de passageiros do voo AF 447 no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, o presidente em exercício José Alencar disse que foi levar "abraço e solidariedade do governo" e "dar as informações sobre as providências que foram tomadas pela Força Aérea e pela Marinha do Brasil".
Alencar disse também que foi ao Rio de Janeiro a pedido do presidente Lula. "O presidente está fora do Brasil, se não ele que estaria aqui". Segundo ele, Lula deve prosseguir com sua viagem internacional. Alencar falou que, se ele, Alencar, "não pudesse vir aqui hoje, ele [Lula] até voltaria". Alencar realizou recentemente nos Estados Unidos tratamento para o câncer que enfrenta.
"Temos as informações até onde vocês já têm", disse Alencar. "Dissemos [às famílias] que o governo está à disposição para ajudar naquilo que for possível". Junto com o presidente em exercício, estava o governador do Rio, Sérgio Cabral, que pediu serenidade no momento.
Segundo Cabral, as buscas "podem durar semanas" e "só serão suspensas quando houver respostas". O governador do Rio afirmou conhecer pessoalmente passageiros do voo e que, na semana passada, esteve com o chefe de gabinete do prefeito Eduardo Paes, Marcelo Parente.
Alencar também comentou rapidamente um rumor de que um outro avião teria visto algo pegando fogo em alguma região do Atlântico. Segundo ele, a informação não foi confirmada. O presidente em exercício não deu mais detalhes de como essa informação está sendo tratada pela Força Aérea Brasileira e pela Marinha.