A fabricante aeronáutica Airbus está estudando o financiamento de uma terceira busca no Oceano Atlântico, caso a segunda fracassar para encontrar os destroços do voo 447 da Air France, que fazia o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris e caiu no mar em junho provocando a morte de 228 pessoas, diz a CNN.
A Airbus está discutindo o pagamento de € 12 milhões a € 20 milhões para uma terceira busca, mas ainda é cedo para se estabelecer um valor, disse o porta-voz da companhia, Stefan Schaffrath. "Estamos prontos para dar um valor significativo, o quanto for necessário", disse à CNN.
A companhia deseja compreender o que causou o acidente. "Nossa prioridade é aumentar a segurança na aviação. A comunidade aeronáutica pode aprender com o acidente", disse Schaffrath.
Investigadores franceses começaram a segunda fase de buscas aos destroços do avião da Air France na quinta-feira. Usando duas unidades submersíveis e um sonar, as equipes de busca irão procurar destroços no solo do mar que poderiam indicar a localização da caixa-preta do avião.
Airbus recomenda "medida de precaução"A Airbus também disse hoje que a recomendação para que as companhias aéreas troquem os sensores de velocidade dos modelos da família A330/A340 é "uma medida de precaução".
Em declarações à agência de notícias EFE, uma porta-voz da empresa afirmou que a recomendação não é de cumprimento obrigatório e foi feita após contatos com a Agência Europeia de Segurança Aérea (Easa, na sigla em inglês).
O conselho para que as companhias de aviação troquem pela marca Goodrich os sensores de velocidade Thales, objeto de polêmica após a queda de uma aeronave em águas brasileiras no começo do mês passado, foi feita ontem.
De acordo com a porta-voz da fabricante aeronáutica, a recomendação, que vale para cerca de 200 dos mil aparelhos A330/A340 em operação no mundo, não antecipa o fim das investigações do acidente no Brasil.
A funcionária destacou ainda que os sensores Thales "estão certificados" e que a Airbus acredita que este fabricante de peças apresentará uma solução para as recentes experiências registradas com sensor.
A sugestão de troca não foi estendida à família A320, cujos modelos só têm um corredor, porque não foram identificados indícios de possíveis falhas na peça.
Questionada se o motivo que levou a Airbus a recomendar a troca teria sido a formação de uma camada de gelo sobra o sensor, o que o inutilizaria, a porta-voz respondeu: "Não analisamos todas as causas, mas os incidentes".
* Com informações da CNN e da EFE