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Cursinhos alternativos são opções boas e baratas 11h24 - 11/08/2005
Ok, entrar numa boa faculdade é difícil e costuma exigir uma preparação longa e estafante. Mas, além de pesar no lado emocional dos alunos, o cursinho costuma afetar o bolso. Um curso extensivo (de março a dezembro, o mais longo e completo) pode custar quase R$ 10 mil.
Para dar maior chance aos que não podem pagar os cursos "top", surgiram alguns bons cursinhos comunitários, mantidos por universidades ou ONGs, que selecionam seus alunos através de análise sócio-econômica e, em alguns casos, prova eliminatória.
O maior expoente em São Paulo é o da Poli, em atividade desde 1987 por iniciativa do então diretor da Faculdade Politécnica-USP, Décio Leal de Zagottis, que sugeriu a implantação do projeto ao grêmio estudantil.
Há 11 anos em atividade, o cursinho do Núcleo de Consciência Negra da USP foi o primeiro com cota racial no Estado -destina 80% das vagas para os negros.
"Na USP, menos de 1% dos alunos são negros, e metade é africana. Por isso nós damos preferência à inclusão do estudante negro nas boas universidades do país", diz Adir Nogueira, 39, coordenador do Núcleo de Consciência Negra, que surgiu há 15 anos com o objetivo de receber denúncias contra racismo.
Hoje, além do cursinho, a entidade organiza também projetos educacionais e culturais.
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