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08/07/2005 - 18h31 Assessor de irmão de Genoino é preso em aeroporto de São Paulo com mala cheia de dinheiro Da Redação
Adalberto Vieira é assessor do líder do PT na Assembléia Legislativa do Ceará, José Nobre Guimarães, que é irmão do presidente nacional do PT, José Genoino. Vieira também é secretário de organização do Diretório Estadual do PT no Ceará.
"Não falei absolutamente nada. Não tenho nenhuma responsabilidade sobre o que ele estava fazendo. A última vez que falei com ele foi na quarta-feira para tratar da minha agenda no interior. Conversamos por telefone, ele estava em Fortaleza." Guimarães disse que soube da prisão de Vieira pela imprensa. "Adalberto foi trabalhar no meu gabinete depois da eleição de 2000. Vamos investigar isso tudo e tomar as providências. Fui surpreendido tanto quanto você", disse o deputado. Segundo a PF, ele embarcaria num vôo para Fortaleza. Foi preso por suspeita de crime contra o sistema financeiro e a ordem tributária.
A Polícia Federal divulgou a seguinte nota sobre o caso: "A Polícia Federal prendeu em flagrante hoje, por volta das 11 horas da manhã, no Aeroporto de Congonhas, São Paulo, José Adalberto Vieira da Silva, que embarcava para Fortaleza (CE) com 200 mil reais em uma mala de mão e 100 mil dólares presos ao corpo, sob suas calças. Agentes de Polícia Federal desconfiaram do conteúdo da mala de mão, quando esta passava pelo aparelho de Raio-X. Em uma busca minuciosa foram encontrados na valise os 200 mil reais e sob suas roupas íntimas os 100 mil dólares. José Adalberto Vieira da Silva não explicou a origem nem o destino do dinheiro. José Adalberto Vieira da Silva, 39 anos, natural de Aracati, Ceará, foi preso e encaminhado para a custódia da Superintendência Regional no Estado de São Paulo, onde responderá por crimes contra o sistema financeiro (art. 16 da Lei 7.492) e a ordem tributária nacional (art. 2º. da Lei 8.137)." Genoino Antes da divulgação da prisão de Vieira, José Genoino deu entrevista coletiva em São Paulo, onde aconteceu em um hotel no centro da cidade reunião do Campo Majoritário, uma das alas do PT. Na entrevista, ele disse que vai propor "uma reestruturação da Executiva" do partido. Quando foi questionado por repórteres se queria ficar ou sair da presidência do PT, respondeu que essa decisão não é pessoal e que só poderá ser tomada pelo Diretório Nacional do partido, que se reúne neste fim de semana na capital paulista. Genoino também falou sobre o empréstimo de R$ 3 milhões feito ao PT pelo Banco Rural e avalizado pelo publicitário Marcos Valério. "Quando assinei o contrato como avalista não tinha conhecimento sobre o Marcos Valério e nem sabia da relação dele com o PT. Fui orientado pelo Delúbio (Delúbio Soares, tesoureiro do PT, que pediu afastamento do cargo). Leia mais sobre a entrevista de Genoino. Leia também: Lei proíbe porte de moeda estrangeira sem origem justificada Em nota, Luizianne se diz decepcionada com denúncias e defende punição a culpados
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