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19/07/2007 - 13h11 "Aeroporto em que ninguém sabe de nada não pode funcionar", diz procurador Veja a entrevista em vídeo
da Redação Após a tragédia do vôo 3504, da TAM, onde cerca de 200 pessoas morreram por causa da colisão de um Aribus A-320 com um prédio da TAM Express, o Ministério Público Federal de São Paulo pediu à Justiça Federal a suspensão de todos os pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas, nas pistas principal e auxiliar. A interdição ficaria valendo até que sejam confirmadas as condições de segurança do aeroporto. Para Márcio Schusterschitz, procurador da República que é um dos autores do pedido, "o que justifica (o pedido de fechamento) é que as próprias autoridades assumem que ninguém sabe de nada" em Congonhas. "E um aeroporto em que ninguém sabe de nada não pode continuar funcionando como se nada tivesse acontecido", disse ele, em entrevista ao UOL News. Ele também apontou diversos problemas que, em sua opinião, justificam a interdição do aeroporto. "Nós não sabemos a causa (do acidente, mas a pista em si é um problema. A falta de qualquer segurança para desvios de rotas, a superocupação do aeroporto, a inanição das autoridades e a ganância das companhias aéreas são outros problemas." Em janeiro passado, o MP pediu o fechamento das pistas de Congonhas. Segundo Schusterschitz, "a liminar que garantia a interdição das pistas foi cassada e a Justiça concedeu uma decisão a favor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil)". Ele acredita que o MP será pressionado por causa das ações. "Existem fortes interesses e a falta de reconhecimento de que aquele aeroporto não comporta o que eles querem fazer hoje", disse. As pressões devem continuar na opinião de Schusterschitz. "Principalmente dos órgãos reguladores e das empresas aéreas, que têm muito a perder se for reconhecido que o aeroporto de Congonhas não comporta o que eles querem fazer lá" O procurador da República em São Paulo disse que a Anac e a Infraero têm prazo de um dia para se defender do pedido de interdição de Congonhas. O juiz responsável deve tomar uma decisão logo depois. "Nós esperamos uma decisão para amanhã ou para a semana que vem, mas não podemos confirmar essa expectativa." UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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