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20/12/2007 - 17h56 Brasil entrou no mapa dos crimes envolvendo obras de arte de alto nível, diz delegado da Interpol Veja a entrevista em vídeo
da Redação Três assaltantes furtaram as obras "O Lavrador de Café", de Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na madrugada desta quinta-feira (20). Para Jorge Pontes, delegado da Interpol no Brasil e ex-chefe da Divisão de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico, esses furtos e outros (como o que aconteceu em fevereiro do ano passado, quando quatro homens armados invadiram o museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, e roubaram telas de Salvador Dalí, Pablo Picasso, Claude Monet e Henri Matisse), são um "efeito da globalização" e indicam que o Brasil entrou no mapa dos crimes envolvendo obras de arte de alto nível. Ele vê uma especialização nesses tipos de crimes e acredita que a há certa vulnerabilidade dessas coleções do ponto de vista da segurança, o que facilita a ação dos bandidos. Na avaliação do delegado, as obras roubadas devem ter um destinatário certo. "É grande chance de haver um receptador pré-determinado para essas obras", diz. Para Pontes, quem furta (e quem recepta) um Picasso sabe o que está fazendo e não é um leigo no assunto. "O sujeito quando rouba um Picasso tem algo de freudiano, porque a obra não poderá sequer ser colocada em uma sala e mostrada para convidados", fala. Segundo o delegado, a Interpol começa agora os trabalhos de investigação em conjunto com a Polícia Federal. O primeiro passo é se dirigir ao Masp para tirar fotos e tentar encontrar pistas. Na seqüência, a Interpol deve divulgar o retrato das obras entre os seus 186 membros para tentar resgatá-las e evitar que sejam vendidas no mercado internacional. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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