14/01/2008 - 15h33 Febre amarela: Em centros urbanos, "risco de contaminação é zero", diz infectologista
da Redação
Desde o começo do ano, o Brasil registrou 24 casos suspeitos de febre amarela, 17 deles ainda estão sob investigação. Outros dois casos foram confirmados e uma das pessoas contaminadas morreu. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou não haver risco de epidemia, mas ainda assim, a procura pelos postos de vacinação aumentou até cinco vezes em diversas cidades do país. Em entrevista ao UOL News, o infectologista Celso Granato, chefe do laboratório de virologia da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) afirmou que o risco de uma pessoa ser contaminada em áreas urbanas "é zero" e aconselhou a vacinação apenas para quem tiver contato com áreas de risco.
"O número de casos é pequeno, muito menor do que tem acontecido em anos passados e são casos de pessoas que estiveram em região de mata, não estamos tendo casos de pessoas que permaneceram na cidade. A chance de uma pessoa de São Paulo ter febre amarela sem sair da cidade e ir para uma região de mata é zero", afirmou Granato.
O infectologista adverte que a vacina contra febre amarela deve ser tomada apenas "quando a pessoa for se expor e caso ela não tenha se protegido anteriormente", uma vez que o efeito imunizador tem validade de até 10 anos. A recomendação de Granato é manter-se protegido ao visitar "certas regiões do Mato Grosso e da Amazônia brasileira" e outras áreas indicadas pelas autoridades.
Granato lembra ainda que, por ser produzida a partir de "vírus vivo enfraquecido em laboratório", a vacina pode ter efeitos colaterais, letais em grupos específicos de pessoas.
"Indivíduos com problemas de alergia à vacina, mulheres grávidas ou quem tenha algum grau de imunodeficiência não devem tomar a vacina. Não é uma vacina para ser tomada à toa", disse o especialista.
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