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13/09/2006 - 18h48 Saiba como está a disputa pelo governo da Paraíba Veja a entrevista em vídeo
Da redação É na Paraíba que podem ser vistos os primeiros raios de sol das Américas, na Ponta do Seixas. O Estado também se orgulha de ter a primeira praia nordestina destinada à prática do naturismo, Tambaba. Além do turismo, a agropecuária e a indústria de couro são as bases da economia. A Paraíba tem hoje uma população de 3.595.886 habitantes. 223 municípios reúnem 2.573.766 eleitores. No comando do Estado está Cássio Cunha Lima, do PSDB, que tenta a reeleição. Também concorrem ao Palácio da Redenção José Maranhão, do PMDB; David Lobão, pelo PSOL; Lourdes Sarmento, do PCO; Marinésio Ferreira, do PSDC; Hélio Chaves, PRP; e Francisco Carlos Firmino de Souza, do PCB. Pesquisa Ibope divulgada dia 1º de setembro mostra diferença de cinco pontos percentuais entre o primeiro e o segundo colocados. O atual governador Cássio Cunha Lima, do PSDB, tem 46% das intenções de votos e José Maranhão, do PMDB, aparece com 42%./ Na Câmara, a Paraíba tem 12 deputados federais (PMDB e PL têm 3; 2 são do PTB; e PP, PT, PSB e PSDB têm um parlamentar cada em Brasília). Na Assembléia Legislativa, os deputados estaduais somam 36 cadeiras (11 do PSDB; 8 do PFL; 6 do PMDB; 4 do PPS; 3 do PDT; 2 do PT; e PP e PRB têm uma cadeira cada). O UOL News entrevistou o cientista político Lúcio Flávio Vasconcelos sobre as eleições na Paraíba. A eleição no Estado vai para o segundo turno? Lúcio Flávio Vasconcelos - Eu presumo que não porque apesar de ter vários candidatos, a eleição está polarizada no atual governador, Cássio Cunha Lima, do PSDB, e o senador José Maranhão, do PMDB. Quem tiver 50% mais um dos votos válidos será eleito. Como os demais candidatos não conseguem ultrapassar 1%, a eleição será decidida, provavelmente, no primeiro turno. Na sua avaliação, por que o atual governador não está conseguindo uma distância razoável do segundo colocado nas pesquisas? Lúcio Flávio Vasconcelos - É uma característica do próprio grupo que ele representa. O grupo Cunha Lima, o pai dele já foi governador, ele foi prefeito da segunda cidade da Paraíba, Campina Grande, é um grupo que já está desgastado politicamente. Apesar de estar em um partido forte, que é o PSDB, e no governo, o que dá uma projeção muito grande, o desgaste do grupo Cunha Lima faz com que ele não tenha uma distância muito grande do segundo colocado. Qual a avaliação que a população faz do atual governo? Antes dele o governo era do PMDB, seu principal adversário da disputa pela reeleição. Lúcio Flávio Vasconcelos - O grupo Cunha Lima cresceu dentro do MDB, que depois transformou-se no PMDB. Como houve uma dissidência interna, o grupo Cunha Lima - o pai, o Ronaldo Cunha Lima que é deputado federal, o Cássio - migrou do PMDB para o PSDB. Há uma distância do PMDB nesse sentido. A população tem ficado um pouco atordoada pelas mudanças de sigla que esse grupo fez. Quais os principais temas abordados nas campanhas? Lúcio Flávio Vasconcelos - Infelizmente, o que está havendo é que por um lado o grupo Cunha Lima, liderado pelo governador Cássio, fica apresentando pontos falhos nos oito anos de gestão do José Maranhão, que foi governador por dois mandatos, e por outro, o grupo de José Maranhão fica apresentando as falhas do governo Cunha Lima. Na verdade,nós não temos propostas consistentes para solucionar os problemas da Paraíba, que é o terceiro Estado mais pobre da Federação, só perdemos para o Maranhão e o Piauí. Até agora não apareceram propostas para geração de empregos, na área de turismo, que temos um litoral muito bom, enfim, fica mais no campo da acusação do que deixou de ser feito do que o que deveria fazer nesse próximo governo. Como a população vem reagindo à denúncia de corrupção que o senador Ney Suassuna, do PMDB, enfrenta? Lúcio Flávio Vasconcelos - A última pesquisa feita aqui deu que 52% dos eleitores não tinha ainda candidato a senador, faltando um mês para as eleições. O candidato do PSDB, Cícero Lucena, foi envolvido em um esquema na Operação Confraria e chegou a ser preso pela Polícia Federal, em julho do ano passado, passou 12 horas preso, sob acusação de supostos desvios de verba na época em que foi prefeito. Ao mesmo tempo, toda a população da Paraíba está acompanhando as denúncias que envolvem o desvio de verbas do Ministério da Saúde para a compra de ambulâncias, então, os dois candidatos estão envolvidos em supostos esquemas de corrupção. A população está percebendo, dá o grande número de indecisos. O depoimento do senador na Comissão de Ética, que negou envolvimento com o escândalo das ambulâncias, foi acompanhado pela população? Lúcio Flávio Vasconcelos - Foi acompanhado, inclusive transmitido, mas é mais a classe média que acompanha, que tem acesso aos meios de comunicação, à TV Senado, que é transmitida em TV fechada. Agora, o grande problema para o próprio senador Ney Suassuna é o tempo que esse tipo de informação leva para chegar aos eleitores. É preciso que ele trabalhe nesse sentido, se de fato ele quer capitalizar votos a partir do depoimento que deu. Qual a situação da saúde no Estado? Lúcio Flávio Vasconcelos - É precária, temos vários hospitais que têm apresentado problemas na parte de infra-estrutura e na parte de leitos. O candidato do governo tem apresentado que tem vários hospitais em construção, agora, em termos de conclusão a saúde está muito precária, principalmente para a população mais carente.
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