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02/10/2006 - 19h33 Alckmin diz que ultrapassou barreira da descrença Veja a reportagem em vídeo
Da Redação Menos de 24 horas depois de definido o segundo turno das eleições para presidente, o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, já estava nas ruas da Zona Sul de São Paulo. Cumprimentou eleitores, recebeu elogios de simpatizantes e telefonemas de aliados. O almoço foi em um restaurante self-service: Alckmin comeu estrogonofe e salada e encerrou a refeição com o tradicional cafezinho de padaria. Depois, o candidato concedeu uma entrevista coletiva onde classificou como "boas" as chances de chegar à Presidência da República. "Nós ultrapassamos uma barreira dura, que é a descrença. Agora, estamos lá. Chegamos no segundo turno e acho que no segundo turno, o que pesa muito é a rejeição, e a minha é a menor", disse. Para o tucano, o escândalo envolvendo petistas na compra de um dossiê não foi o fator determinante para a sua chegada ao segundo turno, mas Alckmin deixou claro que o tema continuará presente em sua campanha. "A sociedade brasileira está esperando as respostas: de quem é o dinheiro? quem é o dono das contas? De quem é o dólar? como é que entrou no país? É óbvio que a sociedade espera, não sou eu", afirmou. No final da tarde, Alckmin viajou para Brasília para uma reunião com o comando da campanha. Na pauta, a definição da agenda para o segundo turno e principalmente as alianças. O candidato já conversou, por telefone, com Cristovam Buarque, do PDT, e disse que ligará para Heloisa Helena, do PSOL. Alckmin ainda tenta trazer o PMDB para o seu palanque e quer os tucanos Aécio Neves e José Serra viajando com ele pelo país. "Existe um provérbio popular que na política é muito importante. Diga com quem andas e dir-te-ei quem és. O importante é saber quem o time, porque ninguém governa sozinho. O Serra e o Aécio são importantíssimos. Tem um grande peso o apoio deles e de outras lideranças", disse.
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