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05/10/2006 - 20h24 Yeda Crusius diz que quer apoio do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto Veja a entrevista em vídeo
Da Redação Yeda Crusius do PSDB e Olívio Dutra do PT disputam o segundo turno das eleições para o governo no Rio Grande do Sul. Até as pesquisas de boca-de-urna, o candidato favorito era o atual governador, Germano Rigotto do PMDB, que buscava a reeleição. A candidata Yeda Crusius disse, em entrevista no UOL News, que não ficou surpresa com o resultado das urnas, já que durante a campanha nas ruas, recebeu adesões "entusiasmadas" da população. "Na quarta-feira, antes das eleições, nós recebemos o resultado de uma pesquisa registrada no TRE que já nos colocava à frente. O resultado das urnas nos honra e nos alegra, mas a voz das ruas, já estava apontando para isso." Para a candidata tucana, a população percebeu que "é preciso enfrentar a grave crise financeira do Estado, com medidas de governo para a receita e a despesa, mas que não implique em aumento de impostos, como aconteceu em 2004", avaliou. Segundo Crusius, a falta de investimentos no Rio Grande do Sul tem feito cair a qualidade dos serviços públicos. "Para retomar os investimentos é preciso resolver a crise fiscal que é estrutural", explicou. Ela citou a queda da qualidade de ensino no Rio Grande do Sul, nas últimas avaliações nacionais. "O nível do ensino das crianças da 4ª série caiu do 1º para o 6º lugar, e dos jovens de 8ª série caiu do 1º para 9º lugar; mas se manteve em 1º lugar para o ensino médio, que implica em investimentos anteriores", alertou. Alianças políticas Crusius já estabeleceu algumas alianças partidárias para o segundo turno, nesta primeira semana de campanha . "Entre ontem e hoje, recebi adesões do PTB e do Partido Progressista (PP). O PDT deve se decidir amanhã e o PMDB - como partido - na segunda-feira". A tucana que está buscando apoio de outros candidatos, elogiou o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), e disse que espera pela sua decisão. "Nossa coligação ficaria muito honrada se ele viesse a nos apoiar no segundo turno, mas se ele preferir manter-se neutro, respeito qualquer decisão do governador. Cada um define a sua posição do modo como se sente verdadeiro". Rigotto perdeu a vaga para disputar a reeleição do Estado no segundo turno. A candidata também justificou as críticas que fez à gestão do atual governador e disse que foram construtivas. "As críticas, na verdade, se referem à falta de ação - dos últimos dois governos - para resolver a questão econômica e financeira. O déficit só tem piorado, as dívidas, feitas junto ao caixa único só tem aumentado; não se consegue, mesmo depois de subir as alíquotas, pagar as contas sem pegar empréstimos. Nós temos uma proposta diferente." PSDB X PT A disputa federal entre PSDB e PT se repete no Rio Grande do Sul, mas para Crusius, o resultado do primeiro turno já demonstra que os gaúchos mudaram de posição. Nas últimas quatro eleições, Lula foi campeão de votos no Estado, mas no último domingo, Geraldo Alckmin venceu no Rio Grande do Sul com 56% dos votos. "No segundo turno, nós vamos buscar ampliar esta vantagem de Alckmin, através da conscientização de que é preciso sim mudar o governo federal", afirmou. "O gaúcho não gosta de perceber que pode ter sido enganado, durante muito tempo, por um discurso que, na prática, não se realizou. O presidente Lula deixou para trás o discurso que ele fez durante toda a sua vida."
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