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06/10/2006 - 00h12 Com crise na campanha contornada, Alckmin fala em desespero de rival Veja a reportagem em vídeo
Da Redação Depois de passar o dia em campanha na Bahia, o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, voltou para São Paulo na noite desta quinta-feira. Ele participou de um encontro com deputados e prefeitos do PSDB em um hotel do centro da capital paulista, organizado pelo diretório estadual do partido, com o apoio do governador eleito do Estado, José Serra. Amenizada a crise criada em sua campanha com o apoio declarado pelo casal Garotinho, o tucano retomou o discurso de ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT e pediu empenho dos políticos no segundo turno. "Nos ajudem aí a combater a boataria. O pessoal joga baixo. Vide o caso do dossiê. Nós não temos medo de cara feia. Adversário não manda flores e nós vamos fazer um belo de um contraditório", disse Alckmin. Depois, em entrevista coletiva, justificou a declaração. Segundo ele, integrantes do governo Lula estão sugerindo que ele vai acabar com o Bolsa Família e também privatizar empresas como a Petrobras, os Correios e a Caixa Econômica Federal. "Nós vamos fazer o contrário. Nós vamos prestigiar essas empresas que são respeitadas e não são do PT", disse. Em seguida, criticou a liberação de R$ 1,5 bilhão feita pelo governo federal para obras e pagamentos de dívidas. "Uma semana atrás, acharam que não ia ter segundo turno. Tesoura. R$ 1,6 bilhão de corte. Bastou ter segundo turno, libera tudo. Como é que pode? Mas que país é esse? Que governo é esse? O que isso está mostrando, esse desespero deles. Eles não estão preparados para deixar o governo, porque o desmando e a corrupção é muito maior. Nós só sabemos do que foi pego com a boca na botija", afirmou.
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