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11/10/2006 - 19h50 Governo Lula fez muito pelo Rio Grande do Sul, diz Olivio Dutra Veja a entrevista em vídeo
Da Redação Olivio Dutra (PT -RS) e Yeda Crusius (PSDB-RS) disputam o segundo turno das eleições no Rio Grande do Sul. Segundo pesquisa Ibope, Yeda tem 68% dos votos válidos, enquanto Olívio tem 32%. Em entrevista ao UOL News o ex-governador gaúcho Olívio Dutra falou sobre a campanha no 2º turno, propostas para o Rio Grande do Sul e a disputa presidencial. Leia a seguir os principais trechos. Pesquisas eleitorais "As pesquisas no 1º turno não deram nenhuma credibilidade pra si mesmo. Pareceram manipulação para o eleitor. Pelas pesquisas do 1º turno eu sequer estaria no 2º turno. Pesquisa numa eleição séria, com propostas, não pode ser a principal munição numa campanha séria. O eleitor não pode ser agredido." Experiência anterior como governador "Pesa a favor toda a experiência e a disposição de aprender com ela. O governo da Frente Popular que atuou de 1999 a 2002 tirou o Estado do marasmo, de um PIB de 0,7% para 12% em todos os setores. Foi acima da média nacional." Propostas "Nós apresentamos processo e programa de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul, que retome o crescimento com justiça social, com protagonismo de seu povo, que teve no 1º governo nosso, de 1999 a 2002. Queremos retomar e aperfeiçoar programas geradores de empregos, de desenvolvimento de renda e promover uma maior sintonia desse desenvolvimento com o Brasil." Clima de todos contra um "Isso não é novidade e não é verdadeiro. O povo gaúcho não é rebanho. Não aceita decisão imposta de cima pra baixo. Aqui não tem o caciquismo político que tem em outras regiões. Aqui há uma disposição consciente, uma cidadania despertada e trabalhamos na base da sociedade. Tudo o que pudermos fazer para o Rio Grande do Sul, vamos fazer." PT x PSDB Tudo o que pudermos fazer com consciência e transparência em torno do programa de desenvolvimento do Rio Grande e sua sintonia com o desenvolvimento do Brasil, faremos. O governo Lula foi o que mais investiu no Estado nos últimos 30 anos em coisas fundamentais, com recursos voluntários para a malha rodoviária, investimentos no Porto Seco, a duplicação da Refap, investimentos importantes em ciência e tecnologia. Tudo isso deve ser enfatizado, melhor sublinhado, seja pela campanha presidencial, seja por nós. E isso tem enorme campo de reconhecimento para o povo aqui, Os adversários no 1º turno iam no caminho de 'ou os investimentos eram deles ou não existiam aqui'. O governo Lula está reconhecendo a importância estratégica do Rio Grande." Política cambial "O Rio Grande tem uma produção diversificada, onde pesa bastante a agricultura, a agropecuária. Tivemos estiagens, mas essas não são novidades. Nós tivemos estiagens no meu governo e nem por isso deixamos de elevar o PIB agropecuário acima da média nacional. Acho que tiveram políticas erradas aqui e o povo tomou como se fosse erro do governo federal. O governo estadual não valorizou o seguro agrícola aqui e o governo federal investiu muito, repassou R$ 4 milhões para a agricultura de economia familiar. Tivemos aqui o setor coureiro-calçadista sofrendo enorme pressão, diretamente atingido pela política cambial. Mas no Brasil o câmbio é o mesmo no país todo. Acontece que aqui não houve uma combinação virtuosa das políticas estaduais para compensar isso. O governo estadual não repassou os créditos de exportação para as empresas que se creditaram nesses valores. Isso gerou desemprego, reduziu a capacidade competitiva de nossas empresas. Mas nunca se fez tanto pela indústria, pela agricultura no Rio Grande. Tenho certeza que num segundo mandato de Lula vamos fazer mais e melhor no Brasil e aqui." Governabilidade "Governabilidade tem de ser construída pontualmente em cima de projetos do interesse público. E nós vamos mandar projetos para a Assembléia Legislativa. E tenho certeza que termos receptividade pela forma séria que vamos tratar os assuntos."
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