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22/12/2004 - 18h54
O antiinflamatório Flanax está sob suspeita de causar problemas cardíacos

Veja a entrevista em vídeo

Da Redação

Depois do Vioxx, Celebra e Bextra agora é a vez do não menos popular Flanax. Em menos de três meses são quatro os remédios que, sem mais nem menos, podem aumentar meramente o risco de ataques cardíacos. Os quatro são antiinflamatórios com importantes poderes de combate à dor.

O FDA, que regulamenta os remédios em nome do governo americano, recomendou que ninguém tome o Flanax por mais de dez dias seguidos. Pois é, a gente está falando, sim, do remédio cujo garoto-propaganda foi o Raí, que durante muitos meses elogiou o produto que, segundo ele, é ótimo contra dores musculares.

Em entrevista ao UOL News, a reumatologista do hospital Albert Einstein, Evelin Goldenberg, disse que não só os cardíacos, mas também pacientes com problemas gástricos, renais e hepáticos devem ficar atentos aos antiinflamatórios.

"Todos esses medicamentos devem ser usados com extrema cautela em pacientes idosos, com pressão alta e risco cardiovascular, porque têm efeitos colaterais na parte gastro-intestinal e também pode prejudicar a função renal".

Flanax para cólica menstrual
Muitas mulheres tomam Flanax para evitar cólicas menstruais. Segundo a médica, tomar um comprimido uma vez por mês, inicialmente, não deve causar maiores danos.

"O problema maior desses antiinflamatórios está no uso crônico. Evidentemente, uma mulher que vai tomar o remédio cinco dias ao mês, por exemplo, deve ter o controle de um médico, até para que ele possa acompanhar as funções renal e hepática e o próprio sangue".

Mas a especialista alerta: as mulheres que têm gastrite e usam o Flanax mensalmente podem piorar. O mesmo acontece para quem sofre de pressão alta: essa paciente poderá ter um pico de hipertensão se tomar o remédio, porque ele aumenta a retenção de líquido.

Acompanhamento médico é essencial
Segundo Evelin Goldenberg, o ideal é evitar a auto-medicação e consultar o médico regularmente. "Dor é um sintoma de que alguma coisa está errada. Sentiu dor, procure o médico. Se for algo crônico, tipo uma dor de cabeça, ele já deixará o paciente avisado sobre o que deve fazer e tomar em casos de crise".

Questionada se continuará receitando Flanax aos seus pacientes, a médica explicou: "Cada caso é um caso e isso vai depender das condições clínicas do paciente. O histórico médico dele vai me dizer se ele pode ou não tomar o remédio".

A produção do UOL News procurou a assessoria de Comunicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em Brasília, para saber o que será feito com o Flanax, mas não obteve resposta.

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