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25/06/2007 - 20h32 Congresso votará sistema que mantém quem já está no poder, diz Fernando Rodrigues Veja a entrevista em vídeo
Da Redação O sistema de listas partidárias, item da reforma política que deve ser votada nesta semana, traz uma regrinha que pode beneficiar em muito os deputados que já desfrutam de cargos públicos. É que ficarão no topo da lista todos aqueles que já exercem mandato. Segundo o colunista do UOL News Fernando Rodrigues, o voto em lista fechada sempre teve o objetivo de manter no poder aqueles que já são deputados, mas com a possibilidade do segundo voto ficou "pior ainda"; primeiro o eleitor votaria na lista pré-ordenada e em seguida teria a opção de votar num nome em separado dentro da lista. "É claro que essa opção é muito complexa e a chance desse sistema vir a dar certo, no sentido de trocar a ordem da lista, é muito pequena, por isso é ruim; dá a impressão de ser um pouco mais democrático que o outro, mas não é", analisou. Na avaliação do jornalista, fica praticamente impossível que um cidadão interessado em se apresentar como candidato à deputado federal, consiga furar este bloqueio e alcance uma vaga com algum destaque dentro desta lista partidária e daí possa ser eleito. "A cada eleição, dentro de cada partido, sempre têm preferência aqueles que já são deputados, os novatos ficam lá embaixo na lista." Financiamento público Outro ponto da reforma política apresentada pelos deputados diz respeito ao financiamento público de campanhas; proposta que, segundo o jornalista, financiaria integralmente - com dinheiro público - as despesas da campanha eleitoral. "Os deputados continuam querendo isso, só que agora eles querem mais; ao invés de colocar um limite de gastos de R$ 7 por eleitor - o que já acarretaria em ano eleitoral um gasto de quase R$ 880 milhões - eles não querem mais limite nenhum, querem definir a cada ano de eleição quanto vão gastar por eleitor", disse. Para ele, esta proposta de reforma política tem grandes chances de ser votada ainda esta semana no Congresso. "Alguns dos principais partidos dentro do Congresso - PMDB, PT, DEM - e mais um monte de partidos médios estão a favor. Entre os partidos grandes, o PSDB, pelo menos por enquanto, tem dito que não votaria a favor da reforma, mas todos os outros, por meio dos seus líderes, têm afirmado que são a favor, portanto o risco é enorme." UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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