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16/05/2006 - 21h23
Secretário admite que encontro de advogada com Marcola acalmou criminosos

Veja a reportagem em vídeo

Da Redação

O secretário de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Nagashi Furukawa, admitiu que o encontro de uma advogada com o líder do PCC, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, serviu para acalmar os criminosos responsáveis pela onda de ataques realizados pela facção criminosa.

Ele confirmou que autorizou o encontro da advogada Iracema Vasciano com Marcola. Ela foi levada para o interior do Estado em um helicóptero da Polícia Militar. O secretário disse que ela não é advogada de Marcola.

Foi a Polícia Civil que sugeriu que a advogada visitasse Marcola, segundo o secretário. Ela teria trânsito com criminosos ligados aos ataques. Esse bandidos estariam agindo com violência, pois Marcola estaria ferido na prisão, segundo a versão apresentada pelo secretário.

Ainda conforme Furukawa, a advogada poderia informar aos bandidos que Marcola estava bem.

Na penitenciária de Presidente Bernardes, a advogada estava acompanhada do coronel da PM Ailton Araújo Brandão, do corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária, Antônio Ruiz Lopes, e do delegado da Polícia Civil José Luiz Cavalcante, segundo o secretário.

Furukawa disse que Marcola chegou a fazer exigências, mas elas não foram atendidas.

"Ninguém foi negociar. Os três [representantes do Estado] foram testemunhar a conversa da advogada com o preso. Se houve algum resultado pelo fato de ela dizer para os [criminosos] que estavam aqui fora que o preso estava bem, certamente houve", disse o secretário.

Furukawa admitiu que a visita é incomum no regime do presídio onde Marcola está preso, mas que não houve nenhuma irregularidade.

Ele também fez um balanço das rebeliões ocorridas em 74 prisões do Estado. Segundo Furukawa, todas já estão sob controle.

Furukawa voltou a cobrar das operadoras de telefonia um sistema de bloqueio d e celulares nas regiões de presídios.

Os presos também vinham fazendo várias exigências. Algumas delas foram atendidas, mas o secretário frisou que essas negociações foram feitas antes das rebeliões acontecerem, como por exemplo a instalação de TVs em áreas comuns para que os presos possam acompanhar os jogos da Copa.

"Esses aparelhos não serão comprados pelo Estado", garantiu.

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