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11/09/2006 - 20h03
Polícia investiga assassinato de comandante do massacre do Carandiru

Veja a reportagem em vídeo

Da Redação

No prédio do Regimento da Cavalaria da Polícia Militar, apenas familiares, amigos e autoridades. A imprensa foi proibida de acompanhar o velório do ex-coronel da PM e deputado estadual pelo PTB Ubiratan Guimarães, enterrado nesta segunda em São Paulo.

O coronel reformado comandou a invasão da PM à Casa de Detenção de São Paulo, em 1992. O episódio, que terminou com a morte de 111 detentos, ficou conhecido como massacre do Carandiru. Nove anos depois, ele foi condenado a 632 anos de prisão pela ação, mas recorreu da sentença e acabou absolvido. Em toda carreira política, ele sempre usou o número 111.

O corpo do coronel Ubiratan foi encontrado na noite de domingo em seu apartamento, no sétimo andar deste prédio em um bairro nobre da zona sul de São Paulo.

Segundo a polícia, o coronel foi assassinado na noite de sábado. Ele recebeu um tiro no abdomen, estava apenas de toalha e a porta da entrada de serviço do apartamento estava aberta.

"Não havia sinal de arrombamento, tampouco luta. As coisas estavam todas em ordem dentro da casa. Agora é chegar a autoria, a quem interessava", disse Marco Antonio Desgualdo, delegado-geral da Polícia Civil.

Uma das três armas que o coronel tinha em casa, um revólver calibre 38, não foi encontrada. A perícia da bala achada no sofá do apartamento vai dizer se a arma do crime foi a mesma que desapareceu.

A polícia prefere não apontar suspeitos, mas a namorada do coronel, que seria a última de tê-lo visto com vida na noite de sábado, foi ouvida informalmente nesta segunda-feira. Além dela, funcionários e moradores do prédio também foram interrogados.

A advogada Carla Cepalino deixou o prédio da Polícia Civil sem falar com os jornalistas. Ela deve ser ouvida novamente nesta terça-feira. Segundo a polícia, ela confirmou ter discutido com Ubiratan na noite sábado, depois de terem passado o dia juntos. Ela deixou o apartamento depois da discussão.

O delegado responsável pelas investigações, Armando de Oliveira Costa Filho, disse que não descarta nenhuma hipótese para o crime. "Se eu não fecho em nenhuma linha de trabalho, eu não posso dizer quem é ou não é suspeito", afirmou.

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