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14/08/2007 - 18h39
Temendo confronto, "Cansei" decide "esconder" ato em SP

Veja a reportagem em vídeo

Da Redação

Lideranças do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, o "Cansei", convocaram uma entrevista coletiva para apresentar seus reforços.

O cantor Agnaldo Rayol, a atriz Adriana Lessa, o ex-nadador Fernando Scherer, o Xuxa, e o ex-locutor esportivo, Osmar Santos, que ficou conhecido em 1984 como a "Voz das Diretas Já", por liderar comícios pela redemocratização no Brasil, engrossaram o movimento.

"Sozinho, eu não consigo fazer nada tão grande, mas apoiando o movimento com a minha imagem e com a minha presença, eu posso fazer algo pelo Brasil", disse Xuxa.

"Eu amo o Brasil", declarou Osmar Santos.

"Eu não quero ficar conhecendo todas as armas que eu conheço, de fuzil AR15, 765, bereta. Eu não quero mais conhecer essas armas", afirmou Adriana Lessa.

Eles negaram que questões políticas tenham motivado a adesão ao Cansei. "Não existe esta conotação no movimento, esta coisa política, dizer se o Lula está bom, se está mal, se está ruim. Isto cabe a cada um", disse Rayol.

As apresentadoras Hebe Camargo e Ana Maria Braga, a atriz Regina Duarte e a cantora Ivete Sangalo também cederam suas imagens para divulgar o movimento.

Depois do lançamento no final de julho, o "Cansei" foi taxado por petistas de "golpista" e "elitista". Um de seus líderes, o empresário João Doria Júnior, arrecadou dinheiro para campanhas do PSDB em São Paulo. Outro líder do Cansei, o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, voltou a rebater as acusações.

"Nosso movimento não está vaiando ninguém, nosso movimento aplaude o Brasil. Nós não queremos mostrar números para um movimento de mobilização de rua. Essa história de levar povo para a rua não é a nossa proposta. Nós queremos é fazer com que a força da sociedade articulada apresente propostas para o Brasil", disse D'Urso.

O "Cansei" está chamando as pessoas para que na próxima sexta, dia 17, às 13h, seja feito um minuto de silêncio em todo o Brasil em memória das vítimas do acidente com o avião da TAM, que completa um mês no mesmo dia.

Um ato será feito no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e, outro, em São Paulo. A mobilização estava prevista para acontecer em frente ao local do acidente. Foi transferida para a praça da Sé.

Mas depois de toda a polêmica envolvendo o movimento "Cansei", o ato cívico, o culto ecumênico e o minuto de silêncio serão feitos no interior da catedral.

"Havia a idéia de fazer o hino nacional fora da catedral, nas escadarias, mas isto pode gerar uma manifestação antagônica, mesmo isolada. Nós não queremos litígio, não queremos confrontos, nós queremos unir as pessoas em torno de ideais. É por isso que nós decidimos fazer dentro da Catedral. Quantas pessoas virão, pouco importa, nós estaremos lá", disse D'Urso.

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