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01/09/2005 - 19h45
"Quem gosta de bossa nova, como eu, vai adorar"

Veja a entrevista em vídeo

Da Redação

"Quem gosta de bossa nova, como eu, vai adorar". Assim o crítico Sérgio Rizzo resumiu Coisa Mais Linda, documentário que estréia nesta sexta-feira nos cinemas nacionais. Recheado de depoimentos e imagens de arquivo da época, conta a história do gênero musical que também projetou o Brasil internacionalmente.

"O filme tem problemas, mas você se deixa levar pelo encantamento oferecido por Carlos Lyra e Roberto Menescal, os 'guias' do documentário", comentou Rizzo no UOL News.

"É uma celebração da bossa nova... Quem tem restrições ao gênero -eu me lembro sempre do crítico musical José Ramos Tinhorão, que é acompanhado por um monte de gente- fique em casa, não passe perto."

Segundo Rizzo, o filme equilibra bem a parte de depoimentos com apresentações musicais gravadas recentemente e as de arquivo. "Tom Jobim aparece tocando com Gerry Mulligan no apartamento dele, um material raríssimo. Para quem curte o Tom, vale sozinho o ingresso."

Fernando Meirelles a caminho do Oscar?

Rizzo comentou ainda a ótima recepção da crítica americana a "O Jardineiro Fiel". Recém-lançado nos EUA, o novo filme de Fernando Meirelles, diretor de "Cidade de Deus", arrebatou opiniões bastante favoráveis nos jornais The New York Times, Los Angeles Times e The Washington Post.

"As críticas dizem que é um filme diferente, uma adaptação de um romance político muito bem feita, que vai além do livro." Os brasileiros só vão poder comprovar isso em outubro, quando o longa estréia por aqui. Para Rizzo, a boa recepção e o fato de o cinema americano viver uma "safra fraca" neste ano podem render indicações ao Oscar também para este filme de Meirelles.

DVD de "Kinsey - Vamos Falar de Sexo"

Já está nas locadoras o DVD de "Kinsey - Vamos Falar de Sexo", a cinebiografia de Alfred Kinsey, que estudou o comportamento sexual americano em plena década de 40. Liam Neeson ("A Lista de Schindler") vive o protagonista. "Mistura as características de um filme de grande estúdio com um independente. Para os padrões americanos é muito ousado. Fala de sexo numa perspectiva científica: não tem normal e anormal", avaliou Rizzo.

"Pai" dos filmes políticos é relançado

O clássico do cinema político "Batalha de Argel", de 1965, está sendo relançado em cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro. Mostra como foi que a Frente de Libertação Nacional adotou uma conduta bastante agressiva contra a ocupação francesa na Argélia. "Foi proibido no Brasil por muitos anos. É uma espécie de cartilha da guerrilha política", contou Rizzo. "Fez escola, muito filme depois bebeu dessa mesma fonte."

Bate-papo

Na conversa com os internautas, Rizzo falou ainda sobre o próximo projeto de Fernando Meirelles e como os filmes de terror estão entrando em baixa nos EUA, entre outros assuntos. Clique aqui para ler as perguntas e respostas

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