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05/05/2005 - 18h21 "Cruzada" completa trilogia pró-Bush iniciada com "Gladiador" Veja a entrevista em vídeo
Da Redação Liderados pela superprodução "Cruzada", três filmes polêmicos estréiam nesta sexta-feira no Brasil. Todos eles foram vistos em primeira-mão pelo colunista do UOL News Sérgio Dávila e foram tema do "Pop Pop Pop" desta quinta-feira. "Cruzada", dirigido por Ridley Scott, o mesmo de "Gladiador", foi descrito pelo jornalista como um filme que defende a era Bush. Também tendencioso, o documentário "Mondovino" chamou a atenção por defender o vinho "autêntico", sobretudo da França e da Itália, contra a produção voltada para o mercado, como a californiana. E o alemão "A Queda! As Últimas Horas de Hitler" gerou discussão porque mostra o lado humano do ditador nazista. Dávila acredita que o britânico Scott cometeu um equívoco no caríssimo (US$ 130 milhões) "Cruzada". O filme se passa durante a trégua celebrada pelo cristão Balian de Ibelin (Orlando Bloom) e o sultão muçulmano Saladino (Ghassan Massoud) entre a segunda e a terceira cruzadas, em 1187, na fase turbulenta que sucedeu a morte de Balduíno 4º, então rei de Jerusalém. "Scott tem filmes maravilhosos como 'Thelma e Louise', 'Blade Runner' e 'Alien', mas meteu os pés pelas mãos quando resolveu homenagear o país que o acolheu e a doutrina da guerra do terror do Bush", avaliou o colunista. Para Dávila, "Cruzada" completa uma trilogia de filosofia semelhante, composta ainda por "Gladiador" e "Falcão Negro em Perigo", também dirigido por Scott. Apesar dar avaliação "ruim" ao filme, Dávila disse que vale a pena assisti-lo pela polêmica. "É um tema que atrai paixões. Posso dizer isso pela quantidade de e-mails que recebi de gente me xingando (pela crítica ao filme feita para a Folha de S.Paulo, ontem; clique aqui para ler)." Polêmica do vinho "Mondovino", do americano Jonathan Nossiter, foi descrito por Dávila como um grande filme -e um filme grande. "São 2h15, e já é uma versão menor do que a que assistir em Cannes (o documentário participou da seleção oficial do festival em 2004)." Não é um filme imparcial. Pela polêmica, Dávila comparou "Mondovino" a "Fahrenheit 9/11", guardadas as devidas proporções. "Este é o 'Fahrenheit' para o mundo dos produtores de vinho. Mostra algo como a briga entre o McDonald's dos vinhos (EUA) e a alta culinária francesa." Hitler humano "A Queda! As Últimas Horas de Hitler", com produção e protagonista da Alemanha, também é controverso porque "não demoniza o ditador do começo ao fim". Dávila o considerou um filme excelente. "Mostra que Hitler tinha um lado humano, comia, dormia, tinha problemas de escritório. E descreve como ele vai enlouquecendo progressivamente." O jornalista lembrou que a obra do diretor alemão Oliver Hirschbiegel concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. "Para mim, Bruno Ganz, que faz o papel de Hitler, merecia o Oscar de melhor ator, mas não foi nem indicado."
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