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12/05/2005 - 17h50 Sunga e diretor gay levantam polêmica sobre o "intocável" Super-Homem Veja a entrevista em vídeo
Da Redação O novo filme do herói mais famoso da América, "Superman Returns" só estréia em 2006, mas está gerando polêmica: afinal, o Super-Homem é gay ou não? No "Pop Pop Pop" desta quinta-feira, o colunista Sérgio Dávila revelou os "indícios" que alimentam as afirmações positivas. Dirigido por Bryan Singer, o longa acabou de ser filmado na Austrália. Bastou a primeira foto ser divulgada para os protestos começarem. "O uniforme é diferente, mais ousado", descreveu Dávila. "O personagem, meio intocável nos EUA, é conhecido por usar as cores da bandeira americana. Nesta nova roupa, porém, o vermelho ficou mais pro marrom. E ele usa uma sunga que tem tudo para virar um ícone gay..." A polêmica aumentou de "o próximo Super-Homem será gay?" para "Super-Homem sempre foi gay?". Afinal de contas, lembrou Dávila, o herói nunca se casou com a eterna namorada Lois Lane, e sempre teve vida dupla: durante o dia tem uma vida tradicional, aceita pela sociedade, como o jornalista Clark Kent; à noite, ou quando é necessário, se transforma em outra pessoa. "Tem todas as características de um homossexual que não saiu do armário, se for pensar friamente. É engraçado ouvir acadêmicos discutindo se os criadores do Super-Homem, em 1934, não queriam dizer algo mais..." Robin também ousou no uniforme Dávila comentou que, se os fãs do Super-Homem protestarem contra o uniforme mais ousado, a Warner pode até pedir a modificação, via computação gráfica. A questão da roupa remete a outro filme de super-heróis, Batman e Robin (1997), dirigido por Joel Schumacher -gay assumido. "O uniforme do Robin (Chris O'Donnel) nesse filme tinha até mamilos", lembrou o jornalista. "Esse foi o último filme do Batman até então e é querido pela comunidade gay. Agora o Batman volta ("Batman Begins" estréia agora em julho no Brasil), com um elenco e diretor (Christopher Nolan) sérios, no sentido de 'não queremos nenhuma leitura dúbia, queremos um Batman macho'." A segunda "evidência" do Super-Homem gay seria o fato de que o próprio diretor do filme, Bryan Singer, é um gay não-assumido, apesar de lutar pela causa. Outro "indício" seria o próximo filme de Singer, "The Mayor of Castro Street". Ele vai contar a vida de Harvey Milk, um político São Francisco que foi o primeiro homem público abertamente gay a ser eleito nos Estados Unidos. Acabou assassinado junto com o prefeito George Moscone por um concorrente político, Daniel White, militante anti-gays, em 1978. "O filme promete" De qualquer forma, "Superman Returns" deve ser um grande filme, na opinião de Dávila. Ele descreve Singer, que dirigiu também "X-Men" e a continuação "X-2", como um diretor de muito talento. "Em termos de ação e de boa direção, o filme promete."
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