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23/06/2006 - 18h17 Omitir demissão pode colocar candidato em saia-justa na entrevista de emprego Veja o programa "Trabalho" em vídeo
Da Redação Na hora da entrevista de emprego, como explicar os motivos de uma demissão sem deixar uma imagem negativa? Ou é melhor omitir a informação no currículo? No programa "Trabalho" desta sexta-feira, o consultor em carreiras Willian Bull, da Mercer, ensinou que esconder o jogo é um erro. "Principalmente na frente de um selecionador experiente. Ele saberá ligar todos os pontos, aprofundar a discussão e poderá deixá-lo num contrapé", comentou. É bom lembrar que os selecionadores também têm contatos no mercado de trabalho --e isso pode minar os planos do candidato de evitar falar sobre uma passagem complicada por uma empresa anterior. "Hoje em dia a rede de contatos também é feita ao contrário, as pessoas vão buscar os relacionamentos que você teve nas outras empresas, e a situação que você omitiu pode ser até de conhecimento de pessoas próximas do entrevistador ou dele mesmo." O melhor, aconselhou o consultor, é encarar a situação de forma corajosa, falando principalmente do que aprendeu com aquela experiência. "Isso mostra que você está sendo genuíno e, portanto, é uma pessoa confiável." Currículo bom deve ser objetivo Bull também respondeu às perguntas dos internautas. Entre os assuntos, as regras para um currículo bem feito. "Se puder reunir as informações numa única folha, é bom para você e para o selecionador, que vai buscar sempre os currículos mais concisos, o que pode representar já uma característica do próprio candidato." E atenção: "erro de português é imperdoável". Bate-papo Acompanhe abaixo as perguntas e respostas. (03:17:53) beto fala para Willian Bull: O que o senhor acha da carreira médica nos dias de hoje? Ela ainda tem espaço no contexto do mercado de trabalho atual? Grato (03:21:06) Willian Bull: beto, acredito que sim. Não dá pra pensar que a carreira médica, que tem uma importância tão grande no campo da saúde, não tenha seu espaço. O importante é que o profissional consiga se posicionar e delimite bastante o seu espaço, fazendo especialização e escolhendo a região geográfica onde queira atuar. Em espaços muito competitivos, todo o profissional terá dificuldade. Muitas vezes a realização profissional pode passar por uma área onde a competitividade é menor. É uma questão a se pensar. (03:17:58) mannu~ fala para Willian Bull: Gostaria de saber do William Bull qual carreira está mais aberta ao mercado atual. (03:24:05) Willian Bull: mannu, é difícil dizer qual carreira. As indústrias são muito distintas. Há carreiras mais simples. Muitas oportunidades ainda vão aparecer, dado que existe muita volatilidade no mercado atualmente. Muitas das carreiras que vão perdurar nós nem conhecemos ainda. (03:19:33) san fala para Willian Bull: Oi, Willian, gostaria de saber se existe alguma regra para elaborar um currículo (cor e tipo de papel, letra...). (03:26:05) Willian Bull: san, esta pergunta é importante porque para a maioria dos selecionadores, que lidam com muitos currículos, a apresentação é importante. As regras são básicas quanto à legibilidade, tamanho de letra, clareza, limpeza do currículo, mas, principalmente quanto ao conteúdo. Não sei qual é a sua formação, que tipo de currículo você elaboraria em função do que pleiteia, mas é sempre bom ter um resumo das suas qualificações, deixar claro o que você fez, o que realizou nas áreas pelas quais passou ou, em termos de objetivo, o que gostaria de realizar em função da sua formação acadêmica, caso ainda não tenha tido uma experiência profissional. Quanto ao tipo de papel não há grande preocupação. A questão é de conteúdo mesmo. E uma regra básica é jamais falsear uma informação, não exagerar. Às vezes o profissional faz um curso de especialização e acaba colocando num currículo esse curso com uma amplitude distinta daquela que de fato tinha. Isso, numa entrevista, pode colocar o candidato numa situação bastante delicada. Não se deve abusar muito na quantidade de folhas do currículo. Se puder reunir as informações numa única folha é bom para você e para o selecionador, que vai buscar sempre os currículos mais concisos, o que pode representar já uma característica do próprio candidato. E erro de português é imperdoável. Existem muitas pessoas concorrendo para a mesma posição e isso vai ser um fator de eliminação, sem dúvida alguma. (03:23:08) Diogo fala para Willian Bull: Como usar networking pra conseguir emprego ? (03:29:03) Willian Bull: Diogo, o networking é importante para tudo. É importante você se relacionar, travar seus contatos no sentido de buscar estar sempre trocando idéias, observando o movimento do mercado, isso é fundamental para que uma pessoa não se torne obsoleta. Na busca de emprego, mandar o currículo por e-mail ou pelo correio é boa parte do caminho. Mas ter contatos é fundamental, são eles que abrem as portas. A pessoas que o conhecem e que conhecem a outra ponta podem juntar as suas características com uma oportunidade da qual ficam sabendo. Por isso é importante freqüentar as reuniões da sua categoria profissional, os famosos happy hours, e buscar contatos principalmente em situações que fujam do seu lugar habitual, para você conhecer pessoas. (03:25:36) Turismólogo fala para Willian Bull: Tem um ponto de vista sobre o Turismo no Brasil e no mundo? (03:30:08) Willian Bull: Turismólogo, turismo não é uma área de expertise minha. Mas acredito que tem sido cada vez mais utilizado. Aproveito a sua pergunta para lembrar que o turismo tem sido muito associado à responsabilidade social. Muitas pessoas que têm condição de exercer turismo principalmente fora do seu país de origem têm procurado agregar o aspecto cultural da viagem ao aspecto social. Ou seja, eu visito, aproveito das belezas daquele determinado lugar, mas também deixo a minha contribuição. Temos muito o que compartilhar. (03:25:46) san fala para Willian Bull: Existe hoje alguma carreira promissora??? (03:31:02) Willian Bull: san, toda carreira é promissora na medida em que você se vê como um profissional promissor. É importante que todo profissional aposte no que faz, dedique-se e tente se aperfeiçoar a cada dia. Uma das bases para isso é a auto-estima: o profissional precisa estar bem consigo mesmo, confiar nos seus princípios, valores, no que quer fazer, e estar muito atualizado em termos de conhecimento. O profissional que deixa de balancear esses dois aspectos pode se frustrar e deixar sua carreira pela metade. Então, todo carreira é promissora, dependendo de quanta paixão você decida a ela. (03:27:22) Nei pergunta para Willian Bull: Estou trabalhando na área de vendas neste momento, mas não é e nunca foi minha praia. Sou supervisor e estou nesta empresa há mais de um ano e meio. Agora surgiu uma oportunidade de voltar para a área administrativa, com salário maior... Mas estou com uma duvida terrível, sobre trocar o certo pelo incerto... Qual a sua opinião? (03:32:23) Willian Bull: Nei, acredito que durante todos os profissionais, em algum momento da carreira, passam por um dilema parecido com o seu. Creio que você possa continuar com o certo e deixar o duvidoso por um tempo. Mas se a sua paixão, o seu coração estiver nessa aposta duvidosa, creio que você não conseguirá deixá-lo de lado por muito tempo. Todo profissional precisa ter metas, saber aonde quer chegar, ter um foco principal na carreira, mas sem deixar de olhar na periferia desse foco. Se vendas estiver, momentaneamente, na periferia do seu foco, e você estiver fazendo uma escolha consciente, ainda que não seja a sua vocação, fique pelo tempo que achar necessário para obter a segurança e poder se despedir desse atual trabalho, buscando aquilo que é o seu sonho, a sua paixão de carreira. (03:29:32) vaz fala para Willian Bull: Você acredita na idéia do profissional de multifunção nos dias atuais? Atuar em mais de uma área, mais de uma função...? (03:34:17) Willian Bull: vaz, não creio mais que a especialização seja a única saída. O mundo acaba exigindo rápidas decisões que, na maior parte das vezes, pelo que observo, vêm de uma pessoa generalista, que consegue ter uma visão mais ampla sobre as coisas. Claro que o especialista jamais ficará fora do seu espaço principal... Você pode se especializar fortemente em alguma parte da sua carreira, em alguma faceta profissional, mas não pode deixar de olhar para aspectos periféricos. A visão generalista é fundamental. A especialização em excesso pode deixar um profissional fora do mercado de trabalho, se ele perde aquele ambiente onde sempre atuou. (03:30:47) vaz fala para Willian Bull: Qual o destino da profissão autônoma? (03:37:23) Willian Bull: vaz, acredito que vá continuar por muito tempo, haverá cada vez mais espaço para ela. As grandes corporações passaram por um momento de terceirização de serviços, ajustaram o seu foco principal na sua missão de negócios e dependem sempre da prestação de serviços. Isso pode se dar por um profissional autônomo ou por uma empresa juridicamente constituída. (03:31:36) lukao fala para Willian Bull: O que você fala da engenharia da computação e as carreiras que envolvem informática? (03:42:24) Willian Bull: lukao, embora não seja a minha área de expertise, sabemos que a ciência da computação vai perdurar. É um campo vasto, difícil imaginar limites para ele. Carreiras associadas à ciência da computação podem começar por pequenas trilhas, desde o programador, analistas de sistemas, engenheiro de software... são várias as possibilidades. Se esta for a sua área de interesses, o importante é verificar por onde quer começar e estabelecer a sua meta. Em geral, se você quer alçar o ápice dessa carreira. Buscar uma excelente formação é fundamental. Como toda carreira, pode-se começar com um cargo de acesso, como assistente de programação. (03:42:38) Willian Bull: Obrigado a todos pelas perguntas e até uma próxima oportunidade!
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