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15/05/2007 - 20h03
Dólar abaixo de R$ 2 estimula eficiência da indústria, diz economista do Ibmec-SP

Veja a entrevista em vídeo

Da Redação

O dólar comercial fechou nesta terça-feira abaixo da barreira psicológica de R$ 2,00, sendo negociado no final do dia a R$ 1,982. Para entender o movimento dos mercados, o UOL News entrevistou José Luiz Rossi, economista e professor do Ibmec-SP.

Para ele, há divisões claras de quem ganha e quem perde com a valorização do real. "Quem perde são os exportadores, que têm queda em sua receita. Quem ganha são as pessoas, que têm acesso a importados mais baratos, as empresas que compram máquinas, e as companhias têm dívidas em moeda estrangeira", disse. Para ele, a vantagem para o consumidor é clara. "Uma parte do aumento de renda das pessoas pode ser atribuído a esse ganho do real em relação ao dólar. E isso se reflete na inflação."

Rossi defende as ações do Banco Central para tentar reduzir a apreciação do câmbio. "Apesar das ações do BC, é possível dizer que o câmbio no Brasil é livre. Não dá pra dizer, por exemplo, que o BC tenha uma taxa em mente. Ele age para reduzir a volatilidade, para que a valorização não seja rápida. O câmbio é flexível, muito mais do que o que acontece na Argentina."Para Rossi, o dólar pode cair para R$1,90, R$1,80, tranquilamente."

Para minimizar os impactos no setor exportador, o economista defende o que ele chama de "política geral, com uma queda de tarifa de importação junto com uma queda de carga tributária." E conclui: "a concorrência com as importações tende a transformar a indústria brasileira. Talvez isso tenha um efeito secundário que será a queda do saldo comercial e, portanto, a pressão sobre o câmbio."

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