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09/08/2007 - 08h30 Pesquisa revela crescimento da sindicalização entre trabalhadores terceirizados; sindicatos estão enfraquecidos, diz especialista Veja a entrevista em vídeo
da Redação ra pelo Sindeepres, entidade que representa esses trabalhadores. "Temos visto uma tendência de expansão mais rápida da sindicalização no segmento dos trabalhadores terceirizados, o que é realmente uma novidade", disse Márcio Pochmann, autor do estudo, em entrevista ao UOL News. Segundo o especialista, o número revela uma mudança na natureza do trabalho. "A terceirização ganha dimensões nas mais diferentes áreas. Existem profissionais terceirizados recebendo até 20 salários mínimos por mês. É uma nova tendência da ocupação no nosso país", disse. Apesar do crescimento destacado dessa categoria, os sindicatos brasileiros estão enfraquecidos, avalia Pochmann, que é professor de economia da Unicamp e pesquisador do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho). Segundo ele, "muitos empregos vinculados ao sindicalismo foram destruídos" ao longo da década de 90. "Houve muitas demissões, principalmente no setor automobilístico, com a reestruturação produtiva, e a privatização no setor público", disse. "Também tivemos muitas políticas anti-sindicais por partes dos governos federal, estadual e municipal. Isso criou uma situação bastante difícil para a atuação sindical." Pochmann explica que essas perdas ainda não foram recuperadas. O especialista lembra que, no fim da década de 80, o índice de sindicalização brasileiro era de 28%. Atualmente, a estimativa é de que 19% dos trabalhadores sejam sindicalizados. Por isso, diz, o desafio para o sindicalismo - "não só no Brasil, mas no mundo todo" - é atrair as pessoas jovens para o movimento. "Percebemos que os profissionais mais antigos costumam ser sindicalizados. Isso não acontece entre os trabalhadores mais jovens, qualificados e que ganham mais." "O desafio dos sindicatos é refletir sobre essa nova dinâmica e reconstruir uma nova agenda para atender esse contingente de trabalhadores mais qualificados e mais remunerados, que se afastam dos movimentos sindicais."
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