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14/09/2007 - 10h00
Aumenta participação de mulheres no mercado de trabalho

Veja reportagem em vídeo



Aos 40 anos, Lucia Helena Silva Dias trocou as tarefas do lar para sentar atrás da roleta. Para aumentar a renda familiar, ela foi atrás de emprego e virou cobradora de ônibus.

A empresa em que Lucia trabalha tem 828 cobradores, 85 do sexo feminino. Quase metade foi contratada nos últimos 15 meses.

"Lugar de mulher não é só pilotando o fogão, como muita gente fala. Nós estamos mostrando que também somos capazes", disse a cobradora.

Ela ilustra bem os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) feita entre setembro de 2005 e setembro de 2006 pelo IBGE, divulgada nesta sexta-feira.

Segundo a pesquisa, 2,1 milhões de pessoas entraram no mercado de trabalho em um ano. Um crescimento de 2,4%, índice menor do que o registrado na pesquisa anterior (3,1%).

Em meio a tantas pessoas que ainda seguem em busca de emprego no país, o número de mulheres trabalhando cresceu mais que o de homens, principalmente nas regiões Sul e aqui no Sudeste do Brasil.

A participação de mulheres no mercado cresceu 3,3%. A dos homens, 1,82%.

Mas se no total da população elas são maioria, 96 milhões de mulheres para 91 milhões de homens, no mercado de trabalho eles continuam na frente.

Apesar do crescimento contínuo da participação das mulheres, ainda são 39 milhões de trabalhadoras para quase 42 milhões de homens na ativa.

E a atuação das mulheres não apenas aumenta como também diversifica. No comando do ônibus de Lucia Helena, outra mulher. Maria de Fátima Ferreira, 53, há 15 trabalha como motorista.

Nesse período acompanhou o aumento do número de mulheres na empresa. Já são 40 as motoristas do sexo feminino.

"Antigamente havia muito preconceito. Hoje, as oportunidades são maiores", afirmou a motorista.

"Elas se envolvem menos em acidentes e são mais cuidadosas com os passageiros. É por isso que a empresa tem apostado nas mulheres", afirmou Manoel de Almeida, gerente de tráfego da empresa de ônibus.

O Pnad também constatou que é cada vez mais comum o número de mulheres em cargos de chefia e com altos salários. Ou seja, o rendimento delas está cada vez mais próximo do dos homens.

Segundo o IBGE, a remuneração média das mulheres equivale a 65,6% da dos homens. Em média, os homens recebem no Brasil R$ 932. As mulheres, R$ 611.

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