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08/11/2007 - 18h04 Descoberta histórica da Petrobras não resolve problemas em curto prazo Veja a entrevista em vídeo
Da Redação Para Edmar Almeida, integrante do Grupo de Economia de Energia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a descoberta da reserva gigante de petróleo e gás, na bacia de Santos, anunciada nesta quinta-feira (08) pela Petrobras, é um marco histórico, mas não resolve os atuais problemas de abastecimento de combustível no país, como interrupções no fornecimento de gás natural. "Não resolve problema de em curtíssimo prazo. Já está faltando gás. Nós não estamos conseguindo atender a demanda. Nós precisamos arrumar gás em curto prazo. O anúncio de hoje é em longo prazo, cinco anos, estudos em uma fase muito preliminar", afirmou Almeida em entrevista ao UOL News. Segundo o especialista, o anúncio traz um impacto positivo para a imagem da Petrobras, que estava acuada pelos problemas de fornecimento de gás, principalmente no Rio de Janeiro. Almeida avalia a descoberta com um marco histórico para o país. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, afirmou que o Brasil se tornará um país exportador com o novo campo de exploração. "O Brasil descobriu óleo onde ninguém imaginava. É um desafio para a Petrobras. É um marco, é importante, mas ainda precisamos ter o real potencial de tudo isso aí. Hoje a reserva provada do país é de 12 bilhões de barris. Estão anunciando a descoberta de oito bilhões de barris", disse. Para o especialista, apesar de a Petrobras ter tecnologia de ponta em explorações em grandes profundidades, ainda é preciso analisar a viabilidade, o potencial e o custo do trabalho no local, já a reserva anunciada hoje fica em uma profundidade nunca antes explorada, cerca de sete quilômetros. "Para que isso seja considerado reserva, tecnicamente falando, é importante que se analise o custo desta produção. Para ser concreto, é preciso analisar se esse volume é confirmado. Trata-se um óleo que está em uma fronteira geológica. Tem que ver se a atual tecnologia é suficiente para explorar", disse Almeida.
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