UOL NewsUOL News
UOL BUSCA
FALE COM UOL NEWS
Esporte

08/01/2008 - 17h23
Ferrari e McLaren iniciam duelo com o lançamento novos carros

Veja o programa em vídeo

Da redação

Os lançamentos dos novos carros de Ferrari e McLaren para a temporada 2008 da F-1 e o cancelamento do Rali Dakar devido a ameaças terroristas foram os principais assuntos do Pit Stop desta terça-feira no UOL News.

O programa contou também com a participação especial do piloto Klever Kolberg, que comentou os problemas com o maior rali do mundo. Leia abaixo os principais comentários do colunista Fábio Seixas e os melhores trechos da entrevista com Kolberg:

Ferrari muda pouco para 2008
"O carro da Ferrari foi o que apresentou menos modificações, pelo menos visíveis, em relação ao carro do ano anterior. Essa foto que a gente vê já mostra uma modificação, essa entrada de ar do motor é um pouco mais triangular em relação ao carro anterior, que era mais ovalada. Mas a grande modificação desse carro, que não é muito visível, é a distância entre os eixos. Um dos problemas da Ferrari no ano passado foi a falta de performance em pistas travadas, como Montreal, Mônaco, Budapeste. A McLaren tinha um carro mais curto, que se saía melhor em curvas travadas e ganhava em agilidade. A Ferrari diminuiu essa distância entre os eixos, ela não divulgou os números, mas o próprio projetista revelou essa redução. O bico da Ferrari é muito parecido com o bico da Toyota do ano passado, mais elevado, mais agressivo. Mesmo que o carro da Toyota não tenha sido exatamente um sucesso, algumas soluções os engenheiros acabam detectando com seus olhos clínicos, ou seja, alguma coisa do carro da Toyota era boa, tanto que está no carro da Ferrari. Quem diria, a Ferrari copiando a Toyota, que já foi muito acusada de copiar carros da Ferrari no passado. A Ferrari também tem uma parte traseira, uma carenagem traseira bem reduzida, ali sobre o motor, sobre a caixa de câmbio. E houve também todo um trabalho de aerodinâmica e de suspensão para trabalhar melhor a distribuição de peso dos carros".

Mudanças de peso em todos os carros
"Isso é uma coisa que vamos ver em todos os carros porque há uma limitação maior no uso de materiais, a caixa de câmbio agora tem que durar quatro corridas e a ausência de toda a eletrônica, então as equipes tiveram que pensar novamente toda a distribuição do peso. E a Bridgestone fez um pedido para as equipes, baseada nas informações colhidas por sua telemetria, que elas colocassem o peso um pouco mais para a frente do carro para os pneus trabalharem melhor. Assim como a proteção lateral do cockpit, ali ao lado da cabeça dos pilotos, está maior. Foi uma medida adotada pela F-1 para aumentar a segurança depois do acidente do ano passado, logo na primeira corrida, quando o Alexander Wurz quase perdeu a cabeça numa batida com o David Coulthard. Essas são mudanças que vamos ver em todos os carros da F-1."

McLaren cada vez mais Mercedes
"O simples fato desse carro da McLaren ter sido mostrado em Stuttgart já é uma notícia. Pela primeira vez, a McLaren mostra um carro lá na sede da Mercedes, foi no museu da Mercedes, lá na Alemanha, o que mostra um poder cada vez maior da Mercedes dentro da equipe. Hoje, 40% da McLaren é da Mercedes, só que o jornal "The Guardian" publicou uma matéria dizendo que a empresa quer aumentar a sua participação e se tornar acionista majoritária. E o Ron Dennis teve até uma participação discreta nesse lançamento, o que pode ser um sinal dessa tendência".

Hemilton cada vez mais "queridinho"
"O Lewis Hamilton é tão querido na McLaren que o carro que foi apresentado foi o número 23, não o número 22 que teoricamente será o carro dele, o primeiro da equipe. Foi o 23 porque era aniversário dele, fazendo 23 anos, o modelo é o MP4-23, e a McLaren até falou bastante sobre isso".

McLaren de bico novo
"Falando sobre novidades técnicas do carro, eu falava sobre a parte traseira, você vê muito menos carenagem, muito menos dessa parte pintada da tampa do motor do que você via no ano passado e também em relação ao carro da Ferrari apresentado um dia antes. Talvez seja uma tendência. O bico da McLaren também mudou, ela abandonou aquela asa ponte ou "boca de bagre" como muitos chamavam, agora é uma asa mais convencional, como estávamos acostumados a ver em outras equipes. E as entradas de ar são bem parecidas com as do ano passado, só que as laterais estão mais próximas ao centro do carro e a que fica acima da cabeça do piloto está mais estreita, uma solução que não é uma grande novidade, mas que a McLaren adotou".

Ferrari x McLaren: qual é melhor?
"Vamos ver a partir dos testes como esses carros se comportam. A McLaren já testa esta semana, enquanto a Ferrari testa na semana que vem, em Jerez. A grande equação é que no ano passado a McLaren tinha um carro mais confiável e que levava vantagem em pistas travadas. Em pistas velozes, a Ferrari não tinha essa vantagem. Então, em suma, o carro da McLaren era melhor, não muito, mas era. Vamos ver se a Ferrari conseguiu um carro mais homogêneo e que quebre menos, o que sempre foi uma marca da Ferrari. Mas uma coisa importante de se destacar é que muita coisa nesses carros vai mudar até a primeira corrida, os próprios engenheiros admitiram isso. As mudanças mecânicas são obrigatoriedades do regulamento, não vão mudar, mas a gente tem que ir devagar com a análise dessas mudanças aerodinâmicas, que vão continuar acontecendo até a abertura do campeonato".

Dakar é 1º grande evento vítima do terrorismo
"A gente falava até sobre essa conveniência da data do rali. Por ser em uma época que não tem muita coisa acontecendo no automobilismo e no esporte em geral, o rali acaba ganhando muito destaque, o rali mais tradicional e perigoso do mundo. Mas o Rali Dakar acabou sendo cancelado por um motivo imbecil, idiota, que infelizmente aconteceu. É óbvio que ele tinha que ser cancelado, ninguém seria irresponsável de correr sob ameaça de atentados terroristas, mas o fato é que ele não aconteceu por falta de segurança na Mauritânia, por ameaças da Al-Qaeda, na véspera da largada, no dia 4 de janeiro. E assim o esporte em geral viveu um grande trauma, um grande prejuízo, porque este é o primeiro grande evento esportivo cancelado por uma ameaça terrorista. A gente espera não ver isso novamente, mas a gente fica chateado e preocupado com o futuro do rali", comentou Fábio Seixas.

A gente tem que concordar
"Acho que como todo mundo, recebi como uma tremenda surpresa, foi um balde de água fria tremendo. Todos estavam acompanhando as notícias dos atentados que aconteceram na Mauritânia, mas como a gente se acostumou a conviver com o perigo, muitas ameaças já haviam acontecido, mas a organização do rali sempre conseguiu contornar, mudou o percurso, cancelou uma ou duas etapas. Desta vez, a ameaça foi maior porque o cartão de visitas dos terroristas foi o assassinato de quatro turistas e em cima da hora. Depois tivemos os assassinatos de dois soldados na fronteira da Mauritânia com o Marrocos, aí a turbulência ficou enorme, e a organização se viu sem saber o que fazer. Tentaram até a última hora encontrar alguma alternativa, mas o organizador não podia levar o rali adiante com todo esse risco porque depois a responsabilidade seria dele. Foi muito chato, muito triste, mas a gente tem que concordar", ponderou Klever Kolberg.

Futuro do Rali Dakar é incerto
"Por enquanto, se sabe muito pouco. O comunicado que a organização deu para os competidores é que as inscrições, que são muito caras, mas irrisórias diante de tudo o que foi investido, seriam reembolsadas até o dia 20 de fevereiro e que haveria a prova de 2009, mas nem comentou onde seria o percurso. Agora, naturalmente, a gente começa a planejar o futuro, a rever os planos da equipe, pensando no futuro do Dakar a gente imagina que, em janeiro de 2009, a região continue ainda sendo um perigo. Na verdade, o rali já vinha desviando de alguns países. Originalmente, ele passava pela Argélia, mas hoje em dia não é um lugar bom para os turistas. Aí desviaram para a Líbia, descendo pro Sul você pega o Níger, que também tem problema de insegurança. Indo em direção a Senegal você vai pegar o Mali, onde já foi assassinado um copiloto de um caminhão em 1991, e o próprio rali estava evitando a região do Mali, ano passado foi cancelada uma etapa lá. Então, acabou-se formando um cinturão de insegurança, separando a Europa do caminho natural para o Senegal. Eu, se fosse organizador da prova, a tendência seria a prova continuar na África, no deserto do Saara, e para isso vai ter que ou ficar toda no Marrocos ou ir para Tunísia, Líbia e Egito, que formam um território maior, dá para se fazer um rali muito bom, esportivamente não perderia nada. Muita gente vai reclamar que não vai chegar em Dacar, mas acho que nessa hora o que importa é o esporte, não o charme. Agora, as especulações estão grandes, o rali vai para a Europa, vai para a Ásia, vem para a América do Sul, aí é tudo chute. É muito cedo ainda", disse Klever Kolberg.

Esporte fica refém do terrorismo
"A equipe Petrobras/Lubrax já tem vários anos de história e já está com os patrocinadores há muitos anos. No caso da equipe, quem vai cuidar disso é o André, mas essa parceria antiga facilita porque está todo mundo acompanhando os fatos. Então, naturalmente vai se pensar em algum modelo para compensar esses dias de prova que não aconteceram, todo o investimento e toda a preparação que já haviam sido feitos. Vamos pensar em uma solução razoável em parceria. Fico triste por quem ia estrear na prova, tanto na nossa equipe como o Franciosi e o Mattheis, quanto o José Hélio e muita gente lá fora. Mas quando a gente fala em perda, não podemos pensar muito no nosso caso porque o prejuízo para o povo da Mauritânia é enorme. É um país que precisava do rali lá, por toda assistência e recursos que ele traz, no prejuízo ao turismo porque os estrangeiros receberam aviso para saírem de lá. E para o esporte é terrível essa situação porque isso vai ser uma gripe, que vai pegar, dar um efeito dominó, e os terroristas podem aproveitar esse exemplo para também fazer ameaças a outras modalidades. E o esporte fica cada vez mais refém disso", alertou Kolberg.

ÍNDICE DE NOTÍCIAS  IMPRIMIR  ENVIE POR E-MAIL

26/11/2009

21h38- Com vitória sobre Federer, Del Potro vai à semi nas Finais da ATP

21h34- Del Potro e Federer passam às semifinais do Masters

21h26- Fifa ameaça tirar Chile da Copa do Mundo-2010

21h25- Apesar de problema judicial, Chile mantém data das semifinais do Clausura

21h16- Alex Sandro, do Atlético-PR, escapa de punição e enfrenta o Botafogo

21h14- Volkswagen patrocinará seleção brasileira de futebol

21h13- Bonatto desiste e Eládio perde nas quartas de Fernandópolis

21h13- Levi Gomes muda dois jogadores e Sport segue indefinido

21h11- Sondado por vários clubes, Silas não renova com o Avaí

21h04- Del Potro derrota Federer e os dois avançam às semifinais