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24/08/2006 - 16h16
Tire dúvidas sobre o empréstimo com desconto em folha de pagamento

Veja o programa em vídeo

Da Redação

Para responder a estas perguntas a jornalista Sophia Camargo conversou com o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, e com assessora da direção do Procon-SP, Ana Paula Moraes Satchek.

Guia básico do empréstimo com desconto em folha de pagamento

1) Como posso fazer o desconto em folha?

Resposta: Em primeiro lugar, o funcionário deve se informar no RH da empresa se é possível contratar este tipo de empréstimo, que exige que haja um convênio entre empresa, banco e sindicato da categoria. Se houver, está habilitada a tomar o empréstimo qualquer pessoa que esteja contratada, não demissionária e que tenha mais de 6 meses de empresa.

2) Como funciona na prática?

Resposta: O funcionário terá o valor do empréstimo descontado diretamente do salário.

4) Caso eu seja demitido, como será efetuado o desconto?

Resposta: Pela lei, até 30% das verbas rescisórias poderão ficar com a instituição bancária para pagamento do empréstimo. O restante terá de ser negociado entre a instituição e a pessoa.

5) Onde posso fazer um empréstimo com desconto em folha? Qual o melhor banco, com a melhor taxa?

Resposta: Primeiro, o funcionário deverá se certificar de que a empresa oferece este benefício. E só poderá tomar o empréstimo dos bancos conveniados à empresa.

6) Servidores federais também podem fazer desconto em folha?

Resposta: Sim, desde que a instituição ofereça este benefício.

7) Os juros deste tipo de financiamento são menores do que os de mercado?

Resposta: Segundo Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac, este tipo de financiamento oferece os menores juros do mercado (o que não significa que sejam juros baixos, pelo contrário). A taxa média é de 2,9% ao mês, enquanto a taxa média dos juros para empréstimo pessoal é de 5,8% ao mês e das financeiras, 11,6% ao mês.

Assim, se alguém pegasse emprestado R$ 1.000,00 por seis meses, ao fim deste período teria pago aproximadamente R$ 1.098,42 no desconto em folha, R$ 1.203,72 no empréstimo pessoal e R$ 1..442,04 na financeira.

8) A empresa pode se negar a fazer o empréstimo com desconto em folha?

Resposta: Se a empresa oferece o benefício e o funcionário atender às condições exigidas, ela não tem por que se negar. O banco, porém, poderá se negar a conceder o empréstimo se entender que o candidato não tem boa capacidade de pagamento.

9) Como são calculadas as quantias limites a serem emprestadas?

Resposta: O limite de comprometimento da renda é de 30%, mas sempre é levada em conta a capacidade de pagamento do cliente.

10) Gostaria de saber se o trabalhador com nome sujo pode fazer este empréstimo?

Resposta: Os bancos podem se negar a emprestar para quem tem restrições ao nome. No entanto, segundo o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, a maioria das instituições não tem se negado a fazer o empréstimo neste caso, porque quase não há risco de não receber o pagamento. No caso dos aposentados, o risco é praticamente nulo.

11) As empresas são obrigadas a fazer o empréstimo com desconto em folha?

Resposta: Não.

12) Como buscar um financiamento para quitar dívidas e limpar o nome se as instituições negam o crédito a quem está nesta situação?

Resposta: O trabalhador com carteira assinada que tem restrições ao nome não terá problemas para fazer o empréstimo com desconto em folha. Se a pessoa está desempregada, ou não trabalha com carteira assinada ou mesmo se trabalha em uma empresa que não oferece o empréstimo com desconto em folha e está com o nome sujo, poderá recorrer ao penhor da Caixa Econômica Federal, que empresta até R$ 15 mil e aceita jóias como garantia. A CEF informa que a média deste tipo de empréstimo é de R$ 300,00 e as jóias mais comuns dadas em garantia são as correntinhas e pulseiras de ouro. É outra alternativa para quem quer limpar o nome.

13) Posso desvincular um empréstimo em folha do holerite e pedir para continuar pagando com carnê?

Resposta: O empréstimo deixa de ser caracterizado como desconto em folha e passará a ser regido pelas regras do mercado (empréstimo pessoal), com juros mais altos. Além disso, a maior parte dos bancos só trabalha com débito em conta corrente.


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