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16/04/2007 - 19h54
Apesar de massacre, Bush continua a favor do porte de arma nos EUA

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da Redação

Massacre nos Estados Unidos. Autoridades norte-americanas informaram que 32 pessoas foram mortas na manhã desta segunda-feira na universidade Virginia Tech, no que já é considerado o mais sangrento massacre desse tipo já ocorrido no país. De acordo com a polícia, o tiroteio aconteceu em dois locais distintos. Ao que tudo indica, o autor dos disparos -que ainda não foi identificado-- estaria entre os mortos. A universidade está localizada a 390 km da capital Washington e tem cerca de 26 mil estudantes.

De acordo com Sérgio Dávila, colunista do UOL News e correspondente do jornal Folha de S.Paulo em Washington, "os EUA têm uma coleção de massacres, e os tiroteios em campi universitários acontecem com uma freqüência assustadora". O massacre de hoje, porém, "causou uma grande comoção, principalmente pelo número de mortos (32) e feridos (cerca de 30)". "[O massacre de] Columbine teve 13 mortos, o atentado de hoje teve mais que o dobro de vítimas."

Dávila conta que toda vez que um atirador age nos EUA, "volta toda a discussão do porte de armas no país". "E por mais sangrento que seja, essa é uma discussão que não progride; nenhum governante tem peito de tirar esse direito do cidadão americano." Esse direito, explica o colunista, está assegurado pela segunda emenda da Constituição norte-americana.

"Horas depois do massacre, a porta-voz da Casa Branca já fez uma coletiva na qual reafirmou que o presidente George W. Bush continua apoiando o direito do cidadão de portar armas", relatou Dávila. "Nenhum presidente consegue ser eleito e manter-se eleito se ousar mexer nesse direito."

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