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18/04/2007 - 18h03
Dificuldade em identificar amigos de atirador eleva mistério em torno de massacre

Veja a entrevista em vídeo

da Redação

Dois dias após o pior ataque contra uma instituição de ensino dos Estados Unidos, estudantes, professores e funcionários da Virginia Tech tentam obter mais dados sobre a personalidade de Cho Seung-Hui, o estudante que abriu fogo matou 32 pessoas em um dos prédios da universidade.

De acordo com Sérgio Dávila, colunista do UOL News e correspondente do jornal "Folha de S. Paulo", "as pessoas estão curiosas para saber quem era esse estudante, quando ele começou a dar sinais de algum problema mental e o motivo de ninguém ter feito nada sobre isso antes".

Dávila diz que a maioria das pessoas que ele entrevistou não tinha muito o que dizer a respeito do atirador. "A impressão que se tem é que ele era uma pessoa que ficava 'abaixo do radar', não era notado, não chamava a atenção e era extremamente fechado ou esquisito", afirmou.

Nesta quarta-feira, foi divulgado que o estudante que abriu fogo e matou 32 pessoas na universidade Virginia Tech já tinha sido abordado pela polícia universitária em 2005, por denúncias de que estava importunando algumas alunas, e chegou a ser enviado para uma instituição de saúde mental devido a tendências suicidas, disse a polícia.

"Obviamente, depois do massacre você vai encontrar gente falando 'eu sabia que ele era esquisito'", disse o colunista do UOL News. Para ele, isso faz parte de "todo o fenômeno de celebridade". "Agora que Cho Seung-Hui virou uma celebridade instantânea, muita gente que falar alguma coisa sobre o atentado."

Além da boataria em torno do atirador e do suposto motivo pelo qual ele teria aberto fogo contra as pessoas que estavam no Norrin Hall (um dos edifícios da Virginia Tech), Dávila conta que três pontos voltaram a ser debatidos após o massacre de segunda-feira.

"Um deles é o acesso absurdamente fácil a armas de fogo, e a Virginia é um dos Estados que mais facilita esse acesso. Uma pessoa pode comprar uma arma após uma entrevista de 10 minutos", disse. "Esse assunto, porém, não costuma durar muito pois nenhum presidente ou candidato à presidente sobrevive muito tempo se quiser mexer nesse artigo da Constituição norte-americana, que garante o porte de armas."

"O outro é a segurança dentro das instituições de ensino, um ponto que foi bastante discutido depois do massacre em Columbine. Após esse incidente, aumentou-se o número de câmeras de vigilância e alguns campus inclusive contam com detectores de metais."

O terceiro tema, porém, é inédito e fala sobre a possibilidade de tomar medidas contra pessoas que apresentam algum tipo de problema psicológico. "Essa discussão é nova e interessante. O que fazer com uma pessoa assim? Ela pode ter acesso a armas ou deve ser monitorada pela polícia?"

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