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05/07/2006 - 19h59
Vacinas e receita médica em inglês: dicas que podem salvar as suas férias

Veja o programa "Consulta Médica" em vídeo

Da Redação

Cuidados básicos podem evitar que as férias ou a viagem de fim de semana sejam interrompidas por uma doença ou mal estar. Mesmo que o destino seja um país de primeiro mundo, há riscos: a Europa, por exemplo, continua tendo surtos de sarampo, que agora atingem mais os países centrais, como a Alemanha e a Polônia.

É por isso que as autoridades de vigilância sanitária estão avisando os brasileiros que foram assistir à Copa do Mundo para ficarem atentos a sintomas de sarampo. "Esses sintomas aparecem de uma a três semanas depois. Os principais são febre, manchas vermelhas no corpo, podendo aparecer conjuntivite e dores musculares", explicou o infectologista Jessé Alves.

Convidado do programa "Consulta Médica" desta quarta-feira, Alves é integrante do Núcleo de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas e assessora o 'check-up do viajante' no centro de medicina diagnóstica Fleury. Respondendo às dúvidas dos internautas (leia as perguntas e respostas), ele lembrou que as precauções dependem tanto do destino da viagem como das condições de saúde da pessoa.

Segundo Alves, é importante conversar com o seu médico sobre a viagem, de preferência semanas antes de ir, pois vacinas como a da febre amarela exigem 10 dias da 'janela' antes que a pessoa se exponha ao local de risco.

Enjôo em navio

Junto a um médico também é possível obter orientações contra a cinetose --aquele enjôo típico de situações de movimento, como o balanço do navio. "Existem algumas medicações que vão diminuir a ação do movimento sobre o órgão do equilíbrio, que é o labirinto. Há remédios que pode trazer mais conforto ou tratar o paciente numa fase mais aguda", explicou o infectologista.

Problemas na alfândega

Quem está em tratamento não pode esquecer de levar os medicamentos em quantidade suficiente para tomar durante todo o tempo em que estiver fora de casa. "É muito difícil comprar medicações em outros países sem receita médica", alertou Alves. A receita pode ser indispensável também para entrar em países estrangeiros portando medicamentos. "Indivíduos que usam medicamentos injetáveis, como insulina, podem ter problemas para justificar a entrada desse tipo de medicação nas alfândegas. É bom levar a receita em inglês ou com o nome genérico da droga."

Clique aqui para ler as perguntas e respostas do bate-papo com Jessé Alves

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