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09/02/2005 - 19h39
Médico explica sintomas e tratamentos de lombalgias, hérnias de disco, entre outros problemas da coluna

Veja a entrevista em vídeo

Da Redação

Dor nas costas: muito mais comum do que você imagina, muito mais fácil de ter do que qualquer um de nós gostaria. Acredita-se que 80% das pessoas já sofreram -ou ainda vão sofrer - alguma vez na vida com dores lombares. E que 55% têm ou vão ter dor na coluna.

Nem sempre que a pessoa tem dor nas costas, a culpada é a coluna. "Ter dor 'da' coluna é diferente de ter dor 'na' coluna", comentou José Goldenberg, reumatologista do hospital Albert Einstein e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

"A dor 'da' coluna é causada pelas estruturas desta região: corpo vertebral, discos, ligamentos, tendões", explicou. "Já a dor 'na' coluna é de responsabilidade das estruturas de vizinhança que causam impacto na coluna. Infarto, pedra nos rins, cisto de ovário torcido, por exemplo, podem se manifestar com dores nas costas."

Convidado do "Consulta Médica" desta quarta-feira, o especialista tirou dúvidas dos internautas sobre lombalgias, hérnias e outros males (leia a íntegra do bate-papo).

Goldenberg lembrou que não bastam exames para se fazer um bom tratamento dessas doenças. "Em boa parte dos casos não há correspondência entre o que se encontra no exame de imagem e os sintomas", alertou. "O médico tem que fazer seu histórico, saber de antecedentes familiares, quais remédios a pessoa tomar, etc, além de fazer o exame clínico completo. Se não for assim, procure outro médico."

O dignóstico é difícil. "Existem mais de 50 causas de dor em coluna lombar e não conseguimos diagnosticar mais do que 15% delas", contou o reumatologista.

O médico destacou duas doenças, uma ainda pouco compreendida, a fibromialgia, e outra bastante famosa, a hérnia de disco.

Fibromialgia

"Dores crônicas -seis semanas contínuas de dor-, ligadas a fatores emocionais, podem ser fruto de uma lombalgia crônica e até da fibromialgia, que atinge cerca de 5% da população mundial", explicou Goldenberg. "No Brasil, devemos ter no mínimo 9 milhões de pessoas com este mal."

O especialista descreveu a fibromialgia como um distúrbio químico do cérebro com alterações da serotonina. Ela provoca uma série de manifestações, como dores na coluna cervical e lombar e nos chamados pontos de gatilho, que são 18. Essas dores são acompanhadas por fadiga crônica, sono não reparador, eventualmente por bruxismo, dor de cabeça, tensão pré-menstrual e até gastrite. As dores pioram com o frio e com a umidade.

"É o caso do paciente que vai ao médico, faz exame e dá tudo normal. A pessoa fica desacreditada", comentou. "Ela acaba se tornando uma chata, está sempre se queixando de dor, chega ao médico com aquele saco de radiografias, e em novos exames dá tudo normal."

Goldenberg afirmou que, na maioria dos casos, a fibromialgia está associada à depressão. "Por isso ela é tratada com auxílio de antidepressivos e técnicas de relaxamento. O importante é destacar que tem ajuda, o paciente não ter que sofrer desnecessariamente."

Hérnia de disco

"Se toda a população, a partir dos 35 ou 40 anos, fizer um exame de imagem, vai aparecer a hérnia de disco em 40% delas", afirmou o reumatologista. "Mas a pessoa vai dizer que nunca teve um acidente nem sentiu dor."

Ele explicou que a hérnia só tem valor quando comprime o nervo. "E tem que ter correlação entre o exame clínico, o reumatológico, o neurológico e a imagem. Se não tiver correlação, trata-se não a hérnia, mas o fator de risco de dor de coluna."

O médico lembrou que não mais do que 1% das hérnias lombares sintomáticas são casos de cirurgia. "E nunca se opera uma hérnia de disco antes de um tratamento de seis a oito semanas, muito bem feito, na coluna lombar", alertou. "Em regra geral, hérnia de disco não se opera, se trata. A não ser, é claro, que haja uma emergência."

Tratamentos

Goldenberg defendeu que, para tratar as dores na região da coluna, é fundamental trabalhar contra os fatores de risco da dor. Esses fatores são a idade, o tabagismo, o sobrepeso, a falta de exercícios e a postura errada.

"À medida que envelhecemos o disco se torna mais desidratado e vai perdendo suas qualificações na redução do impacto e distribuição de forças", explicou o médico. "Quem fuma faz ainda pior: consegue destruir todos os discos ao mesmo tempo. Além disso, o fumo também é fator de risco para a osteoporose."

O especialista deu conselhos de postura para quem trabalha sentado. "Para não ter dor, o joelho deve ficar um pouco acima do quadril, a fim de jogar a coluna para trás. Você pode usar um banquinho sobre os pés para conseguir este efeito", ensinou. "Os braços devem ficar soltos, junto ao corpo. Quem trabalha diante do computador deve manter a tela na altura dos olhos, senão tem que dobrar o pescoço e aí sente dor."

Outra dica do médico é que a pessoa levante-se a cada 20 ou 30 minutos, para um pequeno alongamento.

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