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Afinal, o que significa efeito estufa?

Por Bartira Betini*

Folha Imagem
João Batista Lima é zelador de
estufa, no Rio de Janeiro
Acredite se quiser, mas o efeito estufa que atinge a Terra pode ser observado nas estufas onde crescem as plantas.

As plantas são colocadas em estufas com um único objetivo: manter a temperatura constante e em nível ideal para o seu crescimento. Da mesma forma, funciona o nosso planeta. Uma quantidade relativamente pequena de gases agem juntos e mantêm o calor do sol na Terra. Sem estes gases, a atmosfera seria tão fria que tornaria impossível a vida no planeta. Cientistas calculam que a temperatura chegaria a 30º Celsius negativos.

O mais conhecido dos gases que causam o efeito estufa é o vapor d’água. O dióxido de carbono (CO2), que nós exalamos na respiração, também é um deles, como o metano. A preocupação de cientistas e estudiosos é quanto à intensificação desses gases, causada por ações da natureza e agravadas pelo homem.

Para eveitar que o efeito estufa se propague, elevando a níveis insuportáveis a temperatura da Terra, é necessário que seja controlada a produção desses gases. Por exemplo, o dióxido de carbono é gerado nas queimadas de florestas e na combustão de carvão mineral, diesel, gasolina e gás natural. O metano pode aumentar seu fluxo em terrenos alagados, em vazamentos de gás natural e na decomposição do lixo em aterros e lixões.

Protocolo de Kyoto
A responsabilidade pela emissão destes gases é comum a todos os países, porém diferenciada. Os Estados Unidos são os que emitem a maior parte dos gases de efeito estufa, 25%, mesmo com apenas 5% da população mundial. Junto com a Europa ocidental, Japão e Austrália, que correspondem a menos de 15% da população mundial, chega a produzir cerca de 50% do total das emissões mundiais de CO2.

Por isso, em 1997, foi estabelecido o Protocolo de Kyoto, no Japão, que teve assinatura de 84 países. Destes, cerca de 30 já o transformaram em lei, estabelecendo o controle dos gases de efeito estufa. O pacto entrará em vigor depois que o protocolo for adotado em pelo menos mais 25 países. O documento prevê que, entre 2008 e 2012, os países desenvolvidos reduzam suas emissões em 5,2% em relação aos níveis medidos em 1990.

Para os países da União Européia, foi estabelecida a redução de 8% com relação às emissões de gases em 1990. Para os Estados Unidos, a diminuição prevista foi de 7% e, para o Japão, de 6%. Para a China e os países em desenvolvimento, como o Brasil, Índia e México, ainda não foram estabelecidos níveis de redução.

Só que os Estados Unidos, o país que mais emite gases de efeito estufa, se retiraram do acordo em março de 2001. Por isso, enquanto não há uma regra internacional, a população fica à mercê da consciência dos governantes de cada país.

*Bartira Betini é jornalista

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