03/12/2004 - 19h27
Risco-país
Da Redação
Em São Paulo
O termo risco-país foi criado em 1992 pelo banco americano JP Morgan para permitir, a seus clientes, condições mensuráveis de avaliação da capacidades de um país quebrar. A partir dela, gestores de fundos decidem investir em um determinado país ou papel de uma empresa de risco semelhante.
A taxa é medida em pontos e calculada a partir de uma cesta de títulos negociados no mercado. Cada ponto significa 0,01 ponto percentual de prêmio acima do rendimento dos papéis da dívida dos EUA, considerada de risco zero de calote. Ao dar 403 pontos a um país -taxa alcançada pelo Brasil na última quinta-feira (02/12)-, o mercado mostra que para assumir o risco brasileiro o investidor estrangeiro 'merece' um prêmio de 4,03 pontos percentuais de rendimento acima do que paga um papel americano semelhante.
Títulos desvalorizados significam que o investidor com coragem para comprá-los terá ganhos maiores, se, é claro, a dívida for honrada. Basta comparar os ganhos esperados com os proporcionados pelos títulos americanos, os mais seguros do mundo, e está calculado o risco-país que, mais apropriadamente, deveria ser chamado de "medo-credor".
Os 403 pontos são o menor patamar desde 23 de outubro de 1997, quando o risco brasileiro ainda estava em 374 pontos, poucos dias antes de a crise asiática contaminar a avaliação de todos os demais países emergentes. Na época, em apenas seis dias de negociações, o risco Brasil saltou de 374 para 656 pontos.
Nos mercados internacionais, a baixa da taxa de risco é atribuída ao novo quadro da economia brasileira, desenhado pelos indicadores econômicos divulgados nesta semana, entre eles, o resultado do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas). Durante o dia, a taxa oscilou entre a máxima de 416 pontos e a mínima de 396 pontos.
Com Folha Online e Folha de S.Paulo
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