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Documentos mostram falta de infraestrutura em maternidade de SP

Documentos mostram falta de infraestrutura em maternidade de SP

14/09/2010

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Fotos
Fachada da maternidade Leonor Mendes de Barros, no bairro do Belenzinho, na zona leste de São Paulo. Criada em 1944 e transferida para o sistema estadual em 1987, a unidade, segundo a secretaria Estadual de Saúde, é uma das referências do órgão para gestantes e parturientes de alto risco na região sudeste do município de São Paulo Rogério Cassimiro/UOL Mais
Capa dos livros de ocorrência usados pelos médicos plantonistas do Centro Obstétrico para se comunicar com a direção da unidade. As encadernações ficam na sala dos médicos, no 1º andar da maternidade, e são vistoriados pelos gestores do hospital diariamente Reprodução/UOL Mais
Documento retirado do livro de ocorrências em que os médicos relatam problemas para a central de polícia, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o programa Mãe Paulistana, que gerencia vagas de leitos. "Solicito momentaneamente não encaminhar pacientes para este serviço pois estamos com problemas no abastecimento de água", diz o trecho, assinado em 18 de janeiro de 2009 pelo chefe do plantão, que teve o nome omitido Reprodução/UOL Mais
Documento deste ano mostra médicos reclamando da falta de materiais básicos no Centro Obstétrico. "Falta no C.O. os seguintes materiais: clorexidine alcoólico, amniotomo, vaselina líquida, agulhas tamanho 30 x 07 e 40 x 12, categute simples, coletor de urina e esparadrapo". Entre os itens, estão listados produtos para desinfectar as pacientes, instrumentos para romper a bolsa das gestantes e fio para costurar tecidos. Segundo médicos ouvidos, tais materias não podem faltar em uma maternidade Reprodução/UOL Mais
"Tivemos dificuldade com a falta de clorexedine alcoólico para as cesáreas, e foi feita a mistura com o aquoso com álcool. A neonatologista nos procurou relatando o excesso de RNs (recém-nascidos) na UTI neo, e o pedido de, se possível, encaminhar os casos de médio e alto risco", diz outro trecho, assinado por um médico. O relato mostra a falta de substância para desinfecção dos pacientes e a superlotação na UTI para bebês Reprodução/UOL Mais
"Desde o início do plantão até as 12h tivemos faltas de luvas, esparadrapo e antisséptico para cirurgia e sondagem vesical', reclama um médico. Especialistas ouvidos pelo UOL relataram que, mesmo em uma matenidade que atende um alto número de pacientes, a falta de material pode ser evitada com planejamento de compras Reprodução/UOL Mais
Em documento oficial de maio de 2009, a equipe médica reclama de equipamentos quebrados, como o cardiotoco, instrumento importante usado para medir a vitalidade dos fetos. Na anotação feita à mão, a administração pede "paciência" aos médicos, já que a compra já estaria sendo feita Reprodução/UOL Mais
Imagem mostra a sala que, segundo a direção teria informado aos médicos, seria usada para receber uma UTI materna, antiga reivindicação dos profissionais da saúde na unidade. O espaço, no entanto, virou um depósito de arquivos administrativos e de incubadoras novas, proteções usadas em UTIs neonatais que estão ociosas e envelhecendo Reprodução/UOL Mais
Imagem mostra a sala que, segundo a direção teria informado aos médicos, seria usada para receber uma UTI materna, antiga reivindicação dos profissionais da saúde na unidade. O espaço, no entanto, virou um depósito de arquivos administrativos e de isoletes novos, proteções usadas em UTIs neonatais que estão ociosas e envelhecendo Reprodução/UOL Mais
Relatos mostram como pacientes com complicações no parto precisam ser transferidas de última hora para UTI's de outras unidades da capital. A paciente Karina Kaboet Benedito morreu antes disso. Já Elisangela Rosa Oliveira Alves, mesmo com crise hipertensiva e edema pulmonar, precisou ser transportada para receber o atendimento adequado, movimentação que, segundo médicos ouvidos, pode contribuir para a morte de uma paciente Reprodução/UOL Mais
Em 2000, médicos já reclamavam da falta de UTI. Neste caso, o médico relata as complicações no parto da paciente Simone Moura Teixeira, que precisou ser transferida para a UTI de outra unidade. "Saliento a necessidade urgente de uma unidade de terapia intensiva nesta instituição para que os profissionais que aqui trabalham com grande competência e profissionalismo possam estar trabalhando com mais segurança", diz o médico Reprodução/UOL Mais
No dia 20 de junho de 2009, outra situação semelhante é relatada. Neste caso, trata-se do registro de atendimento de Jenifer Suelen Ribeiro (registro 106.359). Assinado por um profissional do hospital, o relato mostra o quadro de uma mulher cujo útero não se contraiu novamente após o parto, proporcionando um intenso sangramento. Encaminhada para outra unidade, em outro bairro, a mãe acabou morrendo Reprodução/UOL Mais
Outro documento anexado ao livro dos médicos em que a equipe fala sobre a superlotação dos leitos no hospital. Quando a situação chega ao limite, mães que procuram a unidade, mesmo em trabalho de parto, são obrigadas a buscar outra maternidade. "A lotação da UTI neonatal no momento é de 18 leitos, sendo que sua ocupação total é de 14 leitos", diz o memorando Reprodução/UOL Mais
No dia 9 de maio de 2010, nova circular avisando que a UTI neonatal está superlotada. Mais uma vez, a recomendação é para que o hospital transfira para outras unidades as gestantes que procurarem o serviço de urgência Reprodução/UOL Mais
Documento anexado ao livro dos médicos em que a equipe fala sobre a superlotação dos leitos no hospital, assinado em março de 2009. Quando a situação chega ao limite, mães que procuram a unidade, mesmo em trabalho de parto, são obrigadas a buscar outra maternidade Reprodução/UOL Mais
"Observação: não aceitamos transferências externas, pois não havia vaga no puerpério, na UTI neo-natal. Na chegada ao plantão não havia sequer macas para retirar paciente da sala obstétrica", diz outro registro no livro dos médicos, relatando a precariedade no atendimento à população Reprodução/UOL Mais
Documento de janeiro de 2009 avisa os chefes de plantão sobre a superlotação do berçário, um problema recorrente na unidade, segundo médicos ouvidos pela reportagem. Quando isso acontece, mães que estão em trabalho de parto batem na porta da maternidade, mas são orientadas a procurar outros hospitais Reprodução/UOL Mais
Trechos de uma longa reclamação de um médico do hospital. "É DESUMANA a situação que a direção do hospital nos deixa diariamente nesta maternidade dita de 'ALTO RISCO'. Não vou repetir o que dizem e escrevem neste livro nos últimos 19 anos que convivo e trabalho neste CO (Centro-Obstétrico) sem UTI e clínico intensivista. É um desabafo que vai mais além, mas nos últimos 19 anos não tem resultado em nada gastar a caneta, só serve mesmo como terapia, válvula de escape da indignação." Reprodução/UOL Mais
No mesmo dia em que uma paciente com complicação no parto morreu a caminho da outro hospital com UTI, uma médica faz uma consideração no livro dos médicos. "Temos nos deparado frequentemente com pacientes de alta complexidade cuja boa evolução é dependente de cuidados intensivos. Não seria já o momento do nosso hospital ser capacitado com uma UTI?" Reprodução/UOL Mais
"Assumimos plantão com apenas 01 cardiotoco no PS e 01 no Pré-Parto (que funciona muito mal). Não tem NENHUM SONAR no PS e nem no pré-parto! Como é possível mantermos tudo sobre controle, agilizar o atendimento com segurança? Solicito providências com urgência", diz outro médico, em 9 de agosto de 2009. Os materiais citados medem a vitalidade dos fetos e são essenciais para saber se a mãe deve fazer uma cesárea, evitando sequelas para os bebês Reprodução/UOL Mais
Em 25 de abril de 2010, médicos do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros avisam a direção da falta de materiais básicos para o trabalho. "Falta de material: escovas para escovação pré-cirúrgica, agulhas para Raqui, limitação no nº de compressas e falta de macas." Especialistas consultados pelo UOL Notícias dizem que tais materiais não podem faltar em um centro obstétrico que atende casos de alta e média complexidade Reprodução/UOL Mais

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