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Levantamento feito pelo UOL mostra quem são os políticos e executivos que respondem a mais processos criminais derivados da operação Lava Jato na Justiça. Veja a situação dos cinco principais réus que já sofreram condenações na investigação que completa três anos nesta sexta-feira (17) Arquivos: Zanone Fraissat/Folhapress; Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo; Pedro Ladeira/Folhapress; Paulo Lisboa/Folhapress; Pedro Ladeira/Folhapress Mais

1º lugar: RENATO DUQUE, ex-diretor de Serviços da Petrobras (2003-2012)<BR> É réu em 13 processos e já foi condenado em quatro deles. Em setembro de 2015, recebeu a pena de 20 anos e oito meses por negociar propinas para o PT em licitações como a de obras na Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná). Em sua mais recente condenação, em março de 2017, pegou seis anos por corrupção passiva. Nos argumentos apresentados em um dos processos, a defesa de Duque diz que o MPF usa de "ilegítimo silogismo (dedução) lógico" contra o ex-diretor, e que não há provas contra ele. No processo mais recente, aberto em março, é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, acusado de negociar propinas para o PT. Procurado pelo UOL, o advogado de Duque, Roberto Brzezinski, disse que "não iria se pronunciar" sobre a situação de seu cliente --que, teria, por duas vezes, iniciado negociações para uma delação premiada. Atualmente, Duque está preso na carceragem superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Zanone Fraissat/Folhapress Mais

2º lugar: ALBERTO YOUSSEF, doleiro<BR> Réu em dez processos; já condenado em seis deles. Youssef é um velho conhecido do juiz Sergio Moro. O doleiro já fizera uma delação premiada em 2004, em outro processo coincidentemente conduzido pelo juiz, que tratou de um esquema que desviou US$ 28 milhões do Banestado, antigo banco estatal do Paraná, durante o governo Jaime Lerner (1995-2003). Foi preso na primeira fase da Lava Jato, em março de 2014, em São Luís, onde estava para entregar R$ 1,4 milhão em propina da empreiteira UTC. Na delação, admitiu operar para o PP --partido com mais políticos investigados pela operação-- e citou Eduardo Cunha (PMDB, então presidente da Câmara) e os ex-ministros petistas José Dirceu e Antonio Palocci. Após dois anos e oito meses preso em Curitiba, ganhou direito à prisão domiciliar, num apartamento com vista para o parque do Ibirapuera, em São Paulo Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo Mais

3º lugar: PAULO ROBERTO COSTA, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras (2004-2012)<BR> Réu em nove processos; já condenado em sete deles. Foi o primeiro ex-diretor da estatal a ser preso, em março de 2014, nos primeiros dias da Lava Jato. Firmou acordo de delação premiada em agosto daquele ano, quando admitiu ter sido indicado para a diretoria --responsável por obras como a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, e a ampliação da Repar, no Paraná-- pelo ex-deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010, sob a condição de arrecadar propina para o PP. Como delator, indicou como funcionavam os esquemas de sobrepreço em obras da Petrobras, com pagamento de propinas ao PP, PT e PMDB. Graças ao acordo, teve a pena reduzida para 20 anos, dos quais vai cumprir mais de 17 em regime aberto. Em novembro, retirou a tornozeleira eletrônica em Curitiba. Atualmente, cumpre o regime aberto em casa, no Rio de Janeiro. Pedro Ladeira/Folhapress Mais

4º lugar: JOÃO VACCARI NETO, ex-tesoureiro do PT<br> Réu em oito processos; já condenado em quatro deles. Acusado de ser um dos principais operadores do esquema de pagamento de propinas a partidos políticos em contratos da Petrobras, Vaccari já foi condenado a mais de 40 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro nos processos do juiz Sergio Moro que já têm sentenças. No processo mais recente, tornou-se réu por corrupção passiva --ao lado de, entre outros, o ex-diretor de Serviços Renato Duque-- acusado de negociar propinas para o PT em contratos da Setebrasil para a construção de 21 navios-sonda para exploração do pré-sal. A defesa de Vaccari, conduzida pelo criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso, sustenta que "não há provas" nos oito processos contra ele. "São todos baseados em delação, e nenhum que contenha prova de absolutamente nada", disse o advogado, em novembro passado. Paulo Lisboa/Folhapress Mais

5º lugar: PEDRO BARUSCO, ex-gerente de Serviços da Petrobras<BR> Réu em seis processos; já condenado em três deles. Barusco admitiu ser culpado e fechou acordo de delação premiada com o MPF em 2014. Por conta disso, apesar de já ter sido condenado a 47 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro --pena reduzida conforme o acordo firmado com a Justiça--, não chegou a ser preso. Como parte de seu acordo, Barusco se comprometeu a devolver US$ 97 milhões recebidos como propina (mais de R$ 305 milhões, na cotação de 13 de março) à Petrobras. Até novembro de 2016, R$ 267 milhões deste valor já haviam retornado à estatal. No início do mês, foi advertido pela Justiça por "ausência de zelo" no uso da tornozeleira eletrônica. Pedro Ladeira/Folhapress Mais

Quem são os 5 réus com mais processos e já condenados na Lava Jato

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