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Empresas brasileiras querem investir no Afeganistão
14h40 - 05/09/2002


Graciela Damiano

Várias empresas brasileiras já mostraram interesse em participar da reconstrução do Afeganistão.

Se depender da exportadora Citra, de Cotia, em São Paulo, casas e escritórios do Afeganistão poderão ter portas de madeira do Brasil, e os afegãos poderão ter carne bovina brasileira no prato.

A Citra tem planos de enviar dois executivos ao país até o final de outubro, para começar a avaliar o potencial para investimentos, disse seu presidente, Virgil de Souza.

A empresa já pediu uma lista de possíveis importadores afegãos à embaixada brasileira no Irã, que também responde pelas relações do Brasil com o Afeganistão. E a Citra não está sozinha em seu interesse pelo Afeganistão.

Outras empresas

"Tem a Andrade Gutierrez, que tem escritório em Teerã desde 1995, e já executou várias obras no Irã, e agora nós tivemos no mês passado uma missão aqui da empresa Odebrecht, da Bahia", disse o embaixador brasileiro em Teerã, Cesário Melantônio.

Virgil de Souza disse que a filosofia de buscar mercados ainda fechados rendeu à Citra contratos de milhões de dólares na China, principalmente para a exportação de produtos de aço.

Segundo o presidente da empresa, a Citra se aproximou desse mercado em meados da década de 80.

"Esse tipo de mercado é importante para nós porque a receptividade é maior. Você faz relações mais duradouras. Você tem uma relação que não se rompe facilmente", afirmou Souza.

"O Afeganistão é um mercado que ficou fechado para negociações normais. Mesmo com as dificuldades que vamos enfrentar em termos de pagamento, de definição de produtos adequados, se não começarmos agora, vamos ser mais um a bater na porta no futuro."

O embaixador Cesário Melantônio também acredita que há potencial para investimentos no Afeganistão.

"É claro que isso é a médio e a longo prazo, porque o primeiro ponto é que o governo de Cabul assegure o controle sobre o território nacional", disse.

Paquistão

No Paquistão, vizinho do Afeganistão, um dos produtos brasileiros com maior entrada tem sido tradicionalmente o açúcar.

Contudo, a mudança na visão que a comunidade internacional tinha do Paquistão, depois que o país apoiou os Estados Unidos na guerra contra o Talebã, não se traduziu em um aumento ou na diversificação de exportações brasileiras para o país.

O embaixador brasileiro no Paquistão, Abelardo Antunes, afirma que no último ano fiscal o Brasil exportou US$ 126 milhões de dólares para o Paquistão, que compra, além do açúcar, maquinaria, plásticos, produtos químicos e óleo de soja do país.

Mas a situação paquistanesa não mudou de maneira marcante, apesar do apoio de organizações internacionais de financiamento ao país, segundo Antunes.

"Os investimentos não dependem de negociações entre governos. Dependem de interesses privados. A situação de instabilidade do sul da Ásia certamente contribui para não encorajar os investidores privados", disse Antunes

"A volatilidade da situação é acentuada, e ninguém pode dizer o que vai acontecer nos próximos meses e naturalmente os investidores estrangeiros querem perspectivas a longo prazo".

Clique aqui para ler o especial da BBC sobre o 11 de setembro.


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