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28/02/2006 - 08h14

Clima pode levar a guerras por acesso a água, diz 'Independent'

da BBC, em Londres
Mudanças climáticas no planeta podem provocar conflitos ligados ao acesso a fontes de água entre países, diz o jornal britânico The Independent nesta terça-feira.

"No mundo todo, elas estão vindo: as guerras pela água. De Israel à Índia, da Turquia a Botsuana, estão em andamento discussões sobre fontes de água em disputa que podem, em breve, eclodir em conflito aberto."

"O Ministro da Defesa da Grã-Bretanha, John Reid, fez uma previsão sombria de que a violência e conflito político se tornarão mais prováveis nos próximos 20 ou 30 anos", na medida em que aumentar a desertificação, o derretimento das colotas polares e o envenenamento de fontes de água.

Ativistas pela ecologia exigiram que o governo britânico redobre seus esforços para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa, diz o jornal, que reproduz dados atribuídos à Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o suprimento de água.

"Em 2003, um relatório da ONU previu que até o meio do século, na pior das hipóteses, 7 bilhões de pessoas em 60 países poderão ter que enfrentar escassez de água, embora, se as políticas certas forem seguidas, isso pode ser reduzido a meros 2 bilhões em 48 nações."

Unger

Conversar com o acadêmico brasileiro Roberto Mangabeira Unger, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, por uma hora, "é como dançar uma valsa com uma betoneira", diz, em artigo no caderno Idéias do jornal britânico The Guardian.

A entrevista de Unger se concentra mais no tema da imigração, e o autor brasileiro diz que "em um mundo de democracias, os indivíduos nunca devem ser fantoches ou prisioneiros das sociedades ou culturas nas quais nasceram".

Alemanha

Na Alemanha, os jornais discutem nesta terça-feira alegações do jornal americano New York Times de que espiões alemães entregaram aos Estados Unidos planos de Saddam Hussein para a defesa de Bagdá na iminência da invasão do Iraque.

Apesar de desmentidos do governo, vários jornais alemães manifestaram choque com a revelação de que a Alemanha pode ter tido um envolvimento no Iraque maior do que se acreditava antes.

Não é tanto o comportamento do serviço de inteligência que incomoda o Berliner Zeitung, porque o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder "supostamente agiu no interesse da Alemanha quando apoiou a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque". A crítica é em relação à imagem projetada pelo líder alemão.

Schroeder "se deixou ser apresentado como um chanceler pacifista em todas as grandes declarações do governo", e propagava o "mito de uma estratégia anti-guerra cuidadosamente preparada, claramente calculada e com fundamentos morais".

O jornal espera a abertura de um inquérito parlamentar sobre o assunto.

Já o Sueddeutsche Zeitung diz que a notícia do New York Times abriu um debate acalourado sobre a qualidade e a significação histórica da oposição da Alemanha à "inútil e perigosa" guerra no Iraque.

Nada pode alterar o fato de que, ao contrário da Grã-Bretanha, de Tony Blair ou da Itália, de Silvio Berlusconi, Schroeder não enviou soldados alemães para o Iraque, lembra o jornal, que ressalta, contudo, que a "cooperação entre os serviços secretos da Alemanha e dos Estados Unidos não foi tão insignificante ...quanto o governo tenta dizer agora".



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