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15/05/2006 - 22h57

Mercadante evita críticas ao governo de São Paulo

Angela Pimenta

De Nova York
O senador Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, disse nesta segunda-feira (15/05) em Nova York que vai "deixar a campanha para o momento oportuno" e "evitar qualquer tipo de crítica neste momento" ao governo do Estado sobre a rebelião de presos que até esta segunda havia deixado cerca de 80 mortos e 50 feridos.

Indagado sobre qual seria a sua plataforma de segurança pública para enfrentar o pré-candidato do PSDB, José Serra, Mercadante acrescentou: "O que São Paulo precisa agora é de solidariedade e apoio".

Mercadante tampouco quis comentar a suposta recusa do governador paulista Cláudio Lembo (PFL) à oferta de ajuda feita pelo governo Lula.

"Tenho conversado com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e ele me disse que o governo federal está à disposição do governo de São Paulo", afirmou.

Trabalho conjunto

Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Mercadante é um dos principais oradores de um seminário sobre economia brasileira promovido pelo Banco Itaú para investidores estrangeiros em Nova York.

Depois de qualificar as ações executadas pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no último final de semana como "o mais grave ataque do crime organizado à população do Estado de São Paulo", Mercadante disse que elas vão exigir uma "resposta enérgica, implacável e duradoura, principalmente da força pública".

Mercadante acrescentou que "evidentemente existem erros, coisas que precisam ser alteradas" nos sistemas policial e penal.

"Precisamos trabalhar em todas as instâncias do poder público, através do governo federal e dos estados, aumentando a inteligência policial e construindo mais presídios de segurança máxima", disse.

Mas quando questionado sobre a diminuição das verbas federais para a segurança pública, Mercadante disse que "constitucionalmente, a segurança pública é responsabilidade dos Estados".

'Dois projetos'

Ao se referir ao discurso que deverá fazer nesta terça-feira, Mercadante disse que a onda de violência não deve afugentar os investidores estrangeiros.

Ele adiantou que falará de indicadores econômicos positivos, como a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 4% em 2006.

"Temos um cenário político bastante previsível, com dois projetos", disse, referindo-se ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao de seu principal oponente, o do pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

A seguir, Mercadante afirmou que a definição sobre o candidato do PT deve sair até o final de junho, e que ela será "definida pela qualidade do governo".

Mercadante enumerou os pontos que devem ser o carro-chefe da campanha do PT.

"A cesta básica nunca esteve tão baixa e hoje temos a segunda menor inflação desde o pós-guerra", disse.

"O Bolsa-Família atinge mais de 9 milhões de famílias e o Pró-Uni vai custear 25 mil vagas para alunos carentes estudarem em faculdades pagas", disse.

PMDB

Ao comentar a decisão do PMDB de não lançar um candidato próprio a presidente, Mercadante disse que "caminhamos para um governo de coalizão".

O senador também comentou as denúncias da revista Veja sobre supostas contas secretas mantidas por membros do governo, inclusive o presidente Lula, no exterior.

"Considero aquelas denúncias muito precárias e inconsistentes", afirmou.

Mercadante concluiu dizendo que as investigações a serem conduzidas pela Polícia Federal deverão provar que o dossiê produzido pelo banqueiro Daniel Dantas e publicado por Veja foi forjado para difamar o governo.

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