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31/10/2006 - 18h40

Declarações de Lula sobre economia convencem mercado

da BBC, em Londres
As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a manutenção da “seriedade na política fiscal&?8221; foram bem recebidas pelo mercado, de acordo com analistas de mercado ouvidos pela BBC Brasil.

Os ministros Tarso Genro, das Relações Institucionais, e Dilma Rousseff, da Casa Civil, deram declarações esta semana de que o governo poderia seguir uma política mais voltada para o crescimento econômico, gerando especulação de que a política monetária de combate à inflação seria alterada no segundo mandato.

Tarso disse no domingo que &?8220;acabou a Era Palocci&?8221;. Na segunda, após as declarações do ministro, o índice da Bovespa caiu e o dólar subiu. Dilma Rousseff disse na segunda-feira, em entrevista à uma emissora de rádio, que o &?8220;segundo mandato significa um segundo momento da política econômica do governo&?8221;.

Em entrevista na televisão na segunda-feira, Lula chamou a declaração de Tarso Genro de &?8220;produção independente&?8221; e descartou uma flexibilização da política econômica. Nesta terça, o dólar caiu e a Bovespa operou em alta.

&?8220;(A política econômica) não era uma decisão do Palocci. Era uma decisão do governo, do presidente da República&?8221;, disse Lula em entrevista à rede Bandeirantes. Segundo o presidente, a economia vai crescer &?8220;com mesma seriedade na política fiscal&?8221;.

Meirelles

&?8220;Esse grupo (de ministros desenvolvimentistas) sempre vai fazer barulho, mas ontem (segunda) esse mesmo grupo já estava adotando um tom mais ameno&?8221;, afirmou Alexandre Lintz, estrategista do banco BNP Paribas, em entrevista à BBC Brasil. &?8220;Nesse debate, o que nós ouvimos é a palavra do presidente.&?8221;

Para o cientista político Rogério Schmitt, da Tendências Consultoria, o debate entre desenvolvimentistas e monetaristas existe dentro do governo Lula, mas o presidente &?8220;provavelmente não vai mexer em time que está ganhando&?8221;.

&?8220;Lula tem sensibilidade com essa questão da inflação&?8221;, diz o economista Roberto Teixeira da Costa, da Prospectiva. &?8220;As declarações dos ministros foram totalmente extemporâneas, não sintonizadas com a realidade.&?8221;

Costa acredita que o sinal mais claro sobre o futuro da política monetária do segundo mandato será dado com a composição do novo ministério. A permanência ou não de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central é o recado mais claro que o governo pode dar sobre o rumo da sua política econômica.



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