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11/11/2006 - 16h28

Hezbollah anuncia que deixa governo do Líbano

da BBC, em Londres
O grupo militante xiita Hezbollah, principal força política do Líbano, anunciou neste sábado que deixou o governo libanês, depois que o partido fracassou em conquistar mais poder internamente.

No total, cinco ministros xiitas - incluindo dois do Hezbollah e outros dois do partido aliado Amal - deixam o governo.

O correspondente da BBC em Beirute, Kim Ghattas, disse que as renúncias "lançam a política libanesa no caos, mas não derrubam automaticamente o governo" do primeiro-ministro Fouad Siniora.

Segundo ele, o governo é considerado dissolvido depois que oito ministros renunciam.

Em comunicado conjunto, o Hezbollah e o movimento Amal afirmam que não concordam em fazer parte "do que não acreditam".

O governo libanês respondeu que não aceitava as renúncias, e expressou o desejo de que os cinco ministros permaneçam no governo.

Tensão crescente

A retirada do apoio do Hezbollah ao atual gabinete foi anunciado horas depois de parlamentares anti-Síria conseguirem bloquear o grupo xiita – que recebe ajuda de Damasco &?8211; em suas aspirações para conquistar poder de veto nas decisões do gabinete.

A demanda do Hezbollah por mais poder se intensificou depois da guerra que o grupo militante empreendeu contra Israel, em agosto deste ano.

Dizendo-se vitorioso, o Hezbollah reivindicava um terço das pastas do governo, o que lhe daria poder de veto sobre as decisões do gabinete.

O partido havia até ameaçado tomar as ruas de Beirute se as suas aspirações não fossem satisfeitas, embora, segundo o correspondente da BBC, nenhuma manifestação seja esperada.

A disputa acontecia ao mesmo tempo em que se aproxima o julgamento dos suspeitos pelo assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, durante um atentado em que muitos afirmam ver um dedo da Síria.

Um esboço do tribunal internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) será discutido em uma reunião extraordinária do gabinete libanês, marcada para esta segunda-feira.

No início de novembro, o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que o presidente americano, George W. Bush, estava "cada vez mais preocupado" com "crescentes indícios" da existência da um plano para destituir o governo libanês.

A Síria negou que tinha intenção de desestabilizar o governo libanês, e afirmou que os "boatos" eram uma tentativa de Washington de prejudicar as relações entre os dois países.



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