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09/03/2007 - 10h35

UE fecha acordo para ter 20% de energia renovável em 2020

BBC
Márcia Bizzotto
De Bruxelas
Pelo menos 20% de toda a energia consumida pela União Européia (UE) deverá ser proveniente de fontes renováveis até 2020, segundo um acordo pactado hoje em Bruxelas pelos líderes europeus.

DIÁLOGOS SOBRE ENERGIA
Olivier Hoslet/efe
Líder alemã Angela Merkel discute acordo de energia renovável na UE
Yves Herman/Reuters
Para Durão Barroso (dir.), presidente da Comissão Européia, redução de poluentes é ambiciosa mas possível
Gerard Cerles/AFP
O premiê espanhol José Luís Zapatero fechou a sessão da cúpula, tida como "nova dimensão" na política contra o aquecimento global
A decisão, que causou muitas divisões dentro do bloco, define um dos caminhos a serem seguidos pelos 27 países europeus para conseguir cumprir a meta de redução de 20% nas emissões de CO2 até esse mesmo ano.

A meta foi acordada ontem, no primeiro dia da cúpula de primavera.
O pacote de medidas - o mais ambicioso da história da UE - também determina que 10% dos combustíveis consumidos pelos automóveis de cada país sejam biológicos, uma decisão que poderá beneficiar o Brasil, o maior produtor mundial de etanol.

"São metas ambiciosas, mas podemos alcançá-las", assegurou o presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, ao fim da reunião de dois dias.

"Esta foi a cúpula mais significativa da qual eu já participei em termos das conclusões a que chegamos. A Europa mostrou ao mundo que é possível tomar decisões importantes."

Nuclear
Segundo a chanceler alemã, Angela Merkel, cujo país ocupa a presidência de turno da UE, a discussão sobre as energias renováveis foi a parte mais "polêmica" da cúpula.

Muitos países do leste europeu, encabeçados pela Polônia, eram contra a obrigatoriedade do uso desse tipo de energia. São países altamente dependendes de energias pesadas e onde o desenvolvimento de tecnologias renováveis ainda engatinha.

Para conseguir o apoio desse grupo, os líderes europeus concordaram que a meta de 20% dirá respeito ao total da UE.

Caberá à Comissão Européia, o braço Executivo do bloco, analisar a situação socioeconômica de cada país e definir como serão distribuídas as obrigações de redução.

Os Estados membros também terão a liberdade de decidir a combinação mais conveniente para atingir essas metas, levando em conta as diferentes realidades. Essa concessão foi necessária para conseguir o apoio da França, que defendeu a inclusão da energia nuclear no pacote de renováveis.

Merkel justificou que, apesar da energia nuclear não ser renovável, trata-se de uma fonte que não emite CO2 e, portanto, contribui para o objetivo global de redução de emissões.

Pós-Kyoto
A meta européia de redução das emissões de CO2 passará de 20% a 30% quando a UE chegar a um "acordo mundial e completo" com os demais países industrializados em relação aos objetivos a partir de 2012, quando expira o atual Protocolo de Kyoto.

Até 2050, a diminuição coletiva das emissões de CO2 deve ficar entre 60% e 80%.

Os líderes europeus ressaltaram a importância de países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e China, conterem o aumento de emissões que vêm experimentando devido ao processo de crescimento industrial por que passam.

Com esse plano de ação, a UE pretende limitar a 2º C anuais o aumento da temperatura média mundial.

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