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14/03/2007 - 09h21

'Wall St Journal' propõe 'Movimento de Liberação do Etanol'

BBC
De Londres
O jornal econômico americano The Wall Street Journal propõe em sua edição desta quarta-feira um "movimento pela libertação do etanol".

A matéria, que trata dos subsídios agrícolas para as indústrias que produzem energia, defende que o etanol produzido no Brasil não deveria encontrar limitações para entrar nos Estados Unidos e diz que o prospecto de novos investimentos para incentivar a produção do biocombustível coloca o país diante de uma "encruzilhada".

"Será que os EUA repetirão os erros do passado, utilizando subsídios e protecionismo para impulsionar a indústria nacional do etanol e a confluência de grupos de interesse que, mesmo depois, continuarão insistindo na manutenção de seus subsídios e proteção?", questiona o jornal.

"Ou apoiarão um mercado livre e global de biocombustíveis, que melhoraria genuinamente a segurança energética americana?"

Para o Wall Street Journal, os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, "deram um golpe contra as forças da intolerância, do obscurantismo e do provincianismo" ao assinar um acordo para incentivar a produção do combustível.

No entanto, observa o WSJ, os americanos têm sido "generosos" nas garantias dadas aos produtores americanos de que o produto brasileiro, mais barato, terá limitações para entrar no país. O diário pede que esta idéia seja "banida".

O jornal nota que "a política comercial americana tem feito grande favor ao (presidente venezuelano) Hugo Chávez", que perderia um aliado geopolítico se o Brasil e outros países do hemisfério sul se tornassem grandes exportadores do biocombustível.

Casulo
Reportagem do diário americano The New York Times aproveita uma visita do ministro da Cultura, Gilberto Gil, aos Estados Unidos para elogiar o projeto oficial de incentivar, nas periferias, a produção de formas de arte alternativas, como grafite e rap.

A reportagem é construída em torno do Projeto Casulo, um centro comunitário em São Paulo onde jovens são treinados para serem MCs (rappers), DJs, dançarinos de break e grafiteiros.

"A lei brasileira oferece incentivos tributários a companhias que investem em iniciativas culturais como filmes, balé e exposições. A música rap agora ganhou o mesmo status e, como resultado, algumas das maiores corporações do país começaram a assinar embaixo de gravações e shows de hip-hop", escreve o correspondente do jornal.

O repórter nota que direcionar recursos públicos para iniciativas como esta não é algo "universalmente aceito". "Mas como o julgamento musical do ministro Gil é bastante respeitado, o nível de ceticismo e resistência é menor do que o que se poderia esperar", ele escreve.

De acordo com o NYT, "apesar de ser hoje um dos pop stars mais reverenciados do Brasil, Gil, 64, sofreu ostracismo no início de sua carreira, e sente certa afinidade com as culturas hip-hop emergentes".

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