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10/04/2007 - 17h30

Protesto diante da Embaixada do Brasil pára Buenos Aires

Marcia Carmo

Da BBC Brasil em Buenos Aires
Com bandeiras, cartazes e bumbos, caminhoneiros realizaram um protesto nesta terça-feira em frente à Embaixada do Brasil, perto do centro de Buenos Aires.

Segundo estimativas de integrantes da Embaixada, o protesto reuniu cerca de 300 manifestantes. Para o Sindicato dos Caminhoneiros, o encontro contou com mais de mil pessoas.

Os caminhoneiros também estacionaram vários ônibus e caminhões nas proximidades da embaixada, provocando caos no trânsito nas principais regiões da cidade, incluindo o bairro turístico Recoleta.

A manifestação foi um protesto contra a decisão da cervejaria Quilmes, a maior do país, pertencente a Ambev (de capitais brasileiros e belgas), de rescindir contratos com duas empresas de distribuição de bebidas.

De acordo com Pablo Moyano, do Sindicato dos Caminhoneiros, a decisão da Quilmes vai acabar com mais de 3.000 empregos.

Direitos
Segunda a imprensa argentina, a Quilmes decidiu rescindir os contratos em novembro do ano passado e, no mês seguinte, a empresa garantiu que respeitaria os "direitos trabalhistas" dos funcionários das duas distribuidoras.

Octavio Argüello, também do Sindicato dos Caminhoneiros, afirma que a empresa está "mudando sua estratégia de distribuição e, com isso, vai gerar, ao longo do tempo, cerca de 5 mil demissões".

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, a Quilmes negou que pretenda mudar sua estratégia de distribuição ("porque esta funciona bem", segundo a empresa) e que vá provocar desemprego.

"Negamos qualquer mudança no nosso sistema de distribuição ou que vamos gerar demissões", disse o responsável pelas Relações Institucionais da Quilmes, Mariano Botas, à agência oficial Telam.

"A política trabalhista argentina não é da Bélgica e nem do Brasil. É dos argentinos, e não vamos permitir que eliminem distribuidoras ou provoquem demissões", diz o texto de um panfleto distribuído pelos caminhoneiros durante a manifestação.

Após protesto em frente à embaixada brasileira, os sindicalistas declararam que, se não chegarem a um acordo com a Quilmes nas próximas horas, convocarão uma greve nacional.

Os caminhoneiros também ameaçam organizar um novo protesto durante o festival de rock internacional da cervejaria, marcado para esta semana.

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