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12/04/2007 - 09h14

Brasil cai em rankings de comércio exterior da OMC

Daniel Gallas
De São Paulo
O Brasil caiu nos rankings dos maiores países exportadores e importadores divulgados nesta quarta-feira pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo a OMC, o Brasil exportou US$ 137 bilhões em mercadorias em 2006, ocupando a 24ª posição na lista - uma posição a menos do que no ranking do ano anterior.

As exportações brasileiras representaram 1,1% do mercado mundial em 2006, o mesmo percentual registrado em 2005. O Brasil tem a mesma fatia do mercado exportador que a Tailândia e a Áustria.

No ranking dos países importadores, o Brasil caiu duas posições - da 27ª em 2005 para a 29ª no ano passado. O Brasil representou 0,7% do mercado importador mundial em 2006, com importações de US$ 88 bilhões em bens.

Surpresa no Brasil
O Brasil é o segundo maior exportador e importador de bens da América Latina, atrás apenas do México. Em 2006, o México exportou quase o dobro do valor brasileiro em bens (US$ 250 bilhões) e importou mais de três vezes do que o Brasil (US$ 268 bilhões).

A queda brasileira nos rankings surpreendeu a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), já que 2006 foi considerado um ano bom para as vendas externas do país.

Mesmo tendo caído no ranking de exportadores, as vendas externas brasileiras cresceram 16% em 2006, um ponto acima da média mundial de 15%.

Para o vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro, a queda do Brasil pode estar relacionada com o bom desempenho das economias européias.

"As exportações européias tiveram crescimento também (em 2006). A desvalorização do euro e a valorização do dólar no cenário internacional estimularam indiretamente as exportações da Europa também", disse à BBC Brasil.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, defendeu a Rodada Doha - de negociações comerciais internacionais para redução de barreiras comerciais em todo o mundo - como forma de melhorar o desempenho das economias mundiais.

"Uma conclusão bem-sucedida da Rodada Doha tem grande potencial para crescimento e alívio da pobreza. Um acordo também garantiria regras de comércio mais relevantes, ajudando a estabelecer uma fundação mais estável e certa para a dinâmica do mercado global de hoje", disse Lamy, em nota divulgada pela OMC.

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