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12/04/2007 - 08h42

Movimento sem-terra se volta contra Lula, diz 'El País'

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) decidiu atacar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela primeira vez, acusando-o de "não ter avançado com a prometida reforma agrária", afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário espanhol 'El País'.

"Os ataques a Lula coincidem com o chamado abril vermelho, um mês no qual o MST intensificará as invasões não somente de grandes fazendas, mas também de edifícios públicos", relata a reportagem.

O jornal observa que "esta atitude dos sem-terra é inédita em um movimento ao qual o ex-sindicalista Lula apóia desde 1985".

"Quando ele chegou ao poder, em 2002, prometeu aos seus dirigentes que com seu governo não necessitariam mais seguir invadindo terras, porque ele ia dar terra a eles", comenta a reportagem.

Segundo o jornal, os sem-terra "agora dizem que 'caiu a máscara do presidente' e que Lula precisa de 'um compromisso histórico com os movimentos sociais e com a reforma agrária'".

A reportagem afirma que Lula trata o MST como "crianças crescidas" e deve dar ao movimento algum agrado para que continuem apoiando seu governo.

"Por enquanto, o gesto mais significativo realizado pelo presidente consistiu em não escutar a oposição, que exige que se cumpra a lei contra os sem-terra porque, em sua opinião, suas invasões de terra, sobretudo quando se tratam de superfícies cultivadas, estão violando a Constituição, que garante a todos o direito à propriedade privada", conclui o jornal.

Exército no Rio

O diário argentino 'La Nación' volta nesta quinta-feira a abordar o tema da violência no Rio de Janeiro, dizendo que Lula deve se reunir com os chefes das três Forças Armadas e com o ministro da Defesa para definir uma estratégia para frear a onda de violência no Estado.

"O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, apresentou ontem o pedido formal para que o governo central envie as Forças Armadas para levar 'tranqüilidade à população' e garantir a segurança durante os Jogos Panamericanos", relata a reportagem.

O jornal observa que, "apesar de Lula ter respondido imediatamente que prestaria sua colaboração, o panorama não parece indicar que a resposta será rápida", já que há uma grande discussão, dentro e fora do governo, sobre a possibilidade do uso do Exército no combate à criminalidade.

A reportagem comenta ainda que "Lula, que vem de um entredito com os militares logo depois do colapso aéreo de duas semanas atrás, até agora não se comprometeu com uma ação concreta".

O texto relata que Lula "somente disse que 'estudará' com os comandantes e o ministro da Defesa sobre 'o que se pode fazer'" e que, para isso, "pediu a Cabral uma análise das zonas mais quentes do conflito e uma estimativa dos efetivos que quer".

"Fora de controle"

Outro diário argentino, o 'Clarín', também traz reportagem sobre o tema, relatando que o governador do Rio, ao apresentar seu pedido por tropas do Exército a Lula, "admitiu que a segurança na capital carioca está fora de controle".

O jornal comenta que, se o pedido for aceito, "será a primeira vez que o Exército patrulhará de forma permanente a cidade", lembrando que já houve operações temporárias outras vezes, como durante a conferência Eco-92 ou em 2006, durante uma semana.

Segundo o 'Clarín', o governador do Rio chegou à "dramática conclusão" de que a presença dos militares é indispensável para controlar a violência após um dos policiais que cuida de sua segurança ter sido assassinado, na semana passada.

"Ele temeu seguramente que essa morte fosse um dos típicos sinais das máfias. O presidente Lula da Silva pareceu perceber o medo e o viu inclusive como 'razoável'", diz o diário.

Real em alta

Reportagem publicada pelo britânico 'Financial Times' relata a apreciação verificada pela moeda brasileira nos últimos dias, dizendo que "o dólar pode cair abaixo de R$ 2,00 pela primeira vez desde fevereiro de 2001, apesar das seguidas intervenções do Banco Central para evitar um fortalecimento ainda maior da moeda".

O jornal observa que a apreciação do real veio acompanhada de uma alta na Bolsa de São Paulo, cujo índice Bovespa atingiu níveis recordes nesta semana, e de uma queda acentuada no risco-país, que mede o ágio pago pelo país na tomada de empréstimos, para 156 pontos.

A reportagem diz que "o real vem se recuperando constantemente de uma mínima de R$ 3,95 por dólar em outubro de 2002", quando o risco-país estava em 2.200 pontos.

Segundo o FT, "os ativos brasileiros sofreram durante a recente onda de nervosismo sobre o problemático mercado de crédito imobiliário americano, mas isso parece ter passado, e a confiança na economia global e altos preços de commodities levaram a um retorno do fluxo de investimentos".

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